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quinta-feira, 11 de abril de 2019

RUNAS: ESTRUTURA GERAL


Futhark Antigo contendo as runas na seguinte ordem: Fehu, Uruz, Thurisaz, Ansuz, Raidho, Kenaz, Gebo, Wunjo, Hagalaz, Naudhiz, Isa, Jera, Eihwaz, Perdhro, Algiz, Sowilo, Tiwaz, Berkano, Ehwaz, Mannaz, Laguz, Ingwaz, Dagaz e Othala.

Runa Wyrd

As 24 runas do futhark antigo possuem uma classificação chamada de Aett (plural Aettir) e cada Aett é composto por 8 runas. Assim neste sistema encontramos 3 Aettir de 8 runas cada (24/8=3).
De uma maneira muito resumida podemos associar as runas de cada um destes Aettir com 3 planos: o primeiro Aett corresponde ao plano material, o segundo ao plano emocional e o terceiro e último ao mental/espiritual (FAUR, 2006).

1° Aett: Fehu, Uruz, Thurisaz, Ansuz, Raidho, Kenaz, Gebo e Wunjo;
2º Aett: Hagalaz, Naudhiz, Isa, Jera, Eihwaz, Perdhro, Algiz e Sowilo;
3° Aett: Tiwaz, Berkano, Ehwaz, Mannaz, Laguz, Ingwaz, Dagaz e Othala.

Dentre as runas também existem aquelas que  apresentam a mesma configuração quando invertemos a carta (no caso de runas impressas em cartas) e aquelas que mudam de configuração quando invertidas. Quando estas aparecem assim são então chamadas de runas invertidas.  

Quando uma runa está invertida ela demonstra  uma certa dificuldade na expressão da sua energia na vida do consulente, o que não chega a ser necessariamente uma inversão total de significados, tampouco uma negativação do valor da runa, já que tudo é relativo e certas dificuldades e desafios podem contribuir para acelerar a evolução de uma situação, enquanto aspectos mais fáceis podem levar ao contrário. tudo depende das outras runas em conjunto e da informação que também é intuída pelo oraculista.

As seguintes runas podem ser invertidas: Fehu, Thurisaz, Uruz, Ansuz, Raidho, Kenaz, Wunjo, Naudhiz, Perdhro, Algiz, Tiwaz, Berkano, Ehwaz, Mannaz, Laguz e Othala. Perfazem um total de 16 runas do futhark antigo.

As oito restantes não podem se inverter devido à simetria da sua representação simbólica. São elas: Gebo, Hagalaz, Isa, Jera, Eihwaz, Sowilo, Ingwaz e Dagaz. Quem utiliza a runa Wyrd também pode perceber que não há posição invertida para ela, mantendo igualmente certa uniformidade na interpretação.

Acredito que a consideração da inversão das runas é muito pessoal e varia para cada oraculista rúnico, assim como a utilização ou não da runa Wyrd. Eu particularmente comecei a jogar sem considerar inversões, o que passei a aderir com o passar do tempo.


Existem também algumas runas que mesmo não sendo invertidas, trazem com o seu significado desafios, dificuldades e obstáculos. São elas: Thurisaz, Hagalaz, Naudhiz e Isa.


Podemos igualmente traçar um paralelo entre as runas e os planetas astrológicos. Deixo uma correspondência que faço apenas com os 10 planetas astrológicos, baseado na semelhança de significados entre estes planetas e as respectivas runas (esta não é a única correlação existente, existem muitas outras que variam de acordo com o estudioso do assunto):


Netuno: Laguz
Urano: Uruz 
Saturno: Naudhiz, Isa e Wyrd
Júpiter: Jera
Marte: Thurisaz e Tiwaz
Sol:  Kenaz, Sowilo e Dagaz,
Vênus: Fehu, Gebo e Wunjo
Mercúrio: Ansuz, Raidho, Mannaz, Perdhro e Ehwaz
Lua: Berkano, Laguz, Algiz e Ingwaz
Plutão: Hagalaz, Eihwaz e Othala


No próximo post veremos os possíveis significados dos nomes de cada runa, e a interpretação resumida de cada uma delas (futhark antigo+wyrd). Até logo!

Sol Rhui





sábado, 2 de março de 2019

AS RUNAS - INTRODUÇÃO


Futhark Antigo Completo

Nos tempos antigos as letras do alfabeto tinham uma função que ia além de apenas representar foneticamente os sons de uma determinada língua, assim como é dito que as próprias linguagens antigas possuíam atributos especiais.

Assim tanto os sons emitidos como os símbolos gráficos que os representavam para os povos antigos tinham propriedades capazes de causar mudanças tanto externas como internas (o que conhecemos por magia). Hoje em dia pelo menos é sabido que a linguagem da nossa mente subconsciente é realizada através de símbolos (como nos sonhos).

No entanto isto não era novidade para os povos antigos, que já utilizavam diversos símbolos (incluindo os dos seus próprios alfabetos) para acessar a sua capacidade mental subconsciente. Foi assim que diversos alfabetos durante a antiguidade eram empregados para fins mágicos e divinatórios.

Futhark (nome)

O Futhark (nome do alfabeto composto pelas runas) figurou entre estes alfabetos mágicos dentro da cultura nórdica. O seu nome provém da junção das iniciais das seis primeiras letras (runas) que o compõem: Fehu, Uruz, Thurisaz, Ansuz, Raidho e Kenaz, bem como runa é uma palavra nórdica que significa segredo ou mistério.

Na mitologia nórdica é dito que o mistério das runas foi revelado ao deus Odin, que para isto necessitou fazer um auto-sacrifício, dependurando-se na árvore de Yggdrasil durante nove dias e nove noites.

A árvore carrega um profundo simbolismo dentro de diversas culturas, e está intimamente ligada à iluminação (como a árvore em que Buda meditou). A copa da árvore costuma simbolizar o céu (supraconsciência), o tronco representa a terra (consciência), enquanto que as suas raízes representam o mundo subterrâneo (subconsciência).


Representação da auto-imolação de Odin

Através desta pequena introdução podemos compreender o simbolismo do sacrifício de Odin, como uma descida ao seu subconsciente para acessar o segredo (o que está oculto, enterrado) das runas. Este mito também mostra a importância de dar para receber e nos leva a refletir sobre o simbolismo do número nove, que na numerologia representa o amor universal e da completude, alem de ser o resultado do 3x3( a exaltação do poder da palavra), e também corresponder ao número dos mundos de Yggdrasil.

A descida ao submundo seguida de um renascimento e exaltação é compartilhada pelos mais diversos povos da antiguidade, podendo constituir um arquétipo  que nos fala da importância do conhecimento do nosso lado oculto para ampliarmos a nossa própria consciência.

Se retornarmos ao tópico da origem das runas, além da atribuição mitológicas há estudos que apontam que o Futhark e as runas em parte tenham derivado do alfabeto etrusco (TYSON, 1994), e este último por sua vez encontra a sua origem no alfabeto fenício (junto aos alfabetos grego, latino e hebraico).

Wyrd ou Runa Branca

Portanto existem muitos símbolos rúnicos, tanto ideográficos como fonéticos, além das combinações que surgem entre mais de uma runa, entretanto o o Futhark antigo é composto por um grupo de 24 runas, às quais foi acrescentada posteriormente a runa branca ou runa wyrd, aquela que não traz nenhum símbolo desenhado.

Como faço uso apenas das 24 runas mais conhecidas (e por vezes também a runa wyrd), é nelas em que concentrarei a minha atenção e é sobre elas que começarei a produção de conteúdo. Pelas minhas pesquisas há entretanto diferentes sistemas rúnicos com diferentes quantidades e tipos de runas. Convido você a nos acompanhar nesta nova jornada mágica.

Sol Rhui

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