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terça-feira, 5 de março de 2019

ENTREVISTA DE FERNANDO SILVA SOBRE TAROT MEDIEVAL E ORÁCULOS POR SOL RHUI




ENTREVISTA DE FERNANDO SILVA SOBRE TAROT MEDIEVAL POR SOL RHUI 

1) Sol Rhui: Fale-nos um pouco sobre o tarot medieval e o seu trabalho com este oráculo 

Dentre vários tipos de tarot, temos os de tipo medieval, a qual poderíamos citar vários num subsegmento, tendo cada qual seu artista e seu simbolismo oculto, mas que profundamente estão relacionados por um padrão de simbologia iniciática. Temos os tarots que realmente nasceram de uma época da Europa medieval, bem como temos tarots modernos que usam a sua parte artística inspirada na arte medieval. Importante fazer essa diferenciação pois na modernidade temos 2 interpretações distintas entre as correspondências cabalísticas no que tange aos arcanos maiores. O intuito aqui não é colocar uma como certa outra como errada, mas destacar que essa evolução na interpretação só se deu explicitamente no ocultismo moderno. 

Tendo explicado essa questão o tarot que uso é o de Giovanni Vachetta, e aqui confesso que o nome medieval é muito mais atrativo do que renascentista que é sua natureza de fato. Esse tarot é inspirado em simbologia do contexto medieval tal como citei acima, tem sua tradicionalidade ainda ligada a primeira interpretação da correspondência hebraica, porem seu artista, concebeu a obra no final do século XIX, sendo bem distante de uma cosmovisão medieval de fato. Entendendo que as adaptações se fazem necessárias para compreensão melhor do publico geral adotei essa roupagem de “medieval”. 

Esse tarot segue como todos outros tarots com a mesma temática, o padrão de símbolos já citado alterando apenas a imagem da figura da carta, mas mantendo a forma pensamento oculta intacta. Essa questão de diferenciação é que enriquece o mundo do tarot, independente das interpretações cada qual se enquadra no mesmo sistema que é sutil, abstrato, e tão assertivo ao mesmo tempo. 

O meu uso com ele está relacionado a leituras que faço a distância, e particulares, previsões, conselhos, direcionamentos quanto ao que está escondido ou oculto. Prefiro adota-lo pessoalmente como guia iniciático, e quando tenho oportunidade demonstrar a mesma possibilidade de leitura a outros que tenham interesse de aprender esse conhecimento por conta própria. 

2) Sol Rhui: Você já usou outros tipos de tarots ou oráculos? O que você acha que mais diferencia o tarot medieval dos outros oráculos? 

Nunca fiz o uso de outro tarot, tenho algo particular quanto a energia confiança que esse me passa. Tenho um carinho especial devido ao fato de ter adquirido a muito tempo, apesar de tê-lo comprado, o fiz de um artista que o desenhou a mão especialmente para minha pessoa, e o fez com bastante cuidado e esmero. Acredito que invariavelmente isso potencializa-o frente a qualquer outro. Não os desmereço e acredite em breve farei estudo de outros, mas fico feliz com o que chegou até minha pessoa. Também nunca usei outro oráculo, apesar de conhecer numerologia, confesso que em minhas leituras de tarot também faço o uso da mesma quando necessário. Eu acredito na ciência oculta explicita nos seus símbolos, mas também acredito que é necessário ter olho treinado para identificar isso. A verdade é que considero grande parte dos oráculos simples muletas para se observar a verdade, mas somos imbuídos de espírito investigativo dado determinadas motivações, o tarot é a minha. Ainda acredito que sua ligação com outros sistemas o faz uma espécie de elo forte da corrente oracular, envolvendo conhecimentos de cabala numerologia entre outros muito significantes para os esoteristas ocidentais. E ainda sua ligação histórica com a medievalidade a qual teve grande difusão primeiramente como um simples jogo de cartas, e aqui de diferentes padrões... foi somente tempos depois que recebeu seu espaço dentro da filosofia oculta. 

3) Sol Rhui: A prática do tarot e a criação do tarot medieval guarda alguma relação com os templários? 


Não diretamente, mais por uma convenção social propriamente dito. Vendo a época em que ambos ocupam na história, desde o mercador até os clérigos, os nobres e também os cavaleiros em algum momento tiveram contato com esse jogo. Entendendo que possivelmente a ideia de divinação e ressignificação das cartas tenha se dado séculos depois, não podemos descartar a hipótese que mesmo nessa época já haviam iniciados codificando tarots iniciáticos. O tarot tem relação intima com o ocultismo islâmico e hebreu, o contato de povos europeus na terra santa gerou sim uma mistura de conhecimentos que ficaram ocultos da maior parte da população em geral, então se pudéssemos falar em relação seria por contexto social muito mais do que uma relação causadora de fato. 



4) Sol Rhui: O que mais o impressiona no trabalho com oraculismo? 

De todas as perguntas feitas ao tarot, as que eu mais gosto de responder estão ligadas as coisas ocultas ou escondidas. Buscas espirituais de fato. As ligações do cotidiano revelam-se surpreendentes as vezes, mas quando algo escondido é revelado ou uma mentira exposta e eu consigo ver isso nas cartas e avisar o consulente eu sinto junto com o ele o mesmo alivio. 

Eu acho que essa capacidade de surpreender o descrente é a mais impressionante de todas. Por vezes eu mesmo sou cético, por vezes a leitura é tão evidente que nem precisa de interpretação, até o mais leigo pode entender. Essa evidencia é que impressiona, força a ser sincero, por mais que se busque meias palavras. O poder da egrégora oracular agindo de forma misteriosa, que apesar de esperada sempre impacta no resultado. 

5) Sol Rhui: Quais atributos e virtudes você acha que a senda oracular desenvolve? 

Eu poderia simplificar dizendo que desenvolve a intuição, a introspecção e a dedução. Isso como um atributo superficial a primeira vista, como virtudes a linha é bem mais tênue. Para falar primeiro em virtude preciso contextualizar os vícios que isso pode ocasionar. Em reflexão junto ao ego exacerbado de muitos acertos que podem levar a uma desilusão quanto a propriedade oracular inata de cada um. Isso não é um jogo para si mesmo, envolve uma significação única no momento de cada consulta que continua reverberando na vida de cada consulente. Esse respeito nos remete a um segundo ponto onde é, saber separar o que é ajuda do que é consulta. Outro vicio a ser trabalhado é o da ganancia, ser escravo do próprio poder oracular e do seu resultado. E dentro ainda desse perigo de enaltecer o ego, criar a dependência, ter servos. Toda leitura deve ser em si um momento para libertar as amarras, não de criar mais. É possível dar o direcionamento se a pessoa possui o conhecimento para isso sem cobrar mais nada e sem marcar outra consulta, ajudar de fato seu consulente.
Tendo posto isso, usando agora de analogia dos contrários, podemos chegar a síntese das virtudes que o tarot desenvolve... a não pratica de tudo que já foi citado. Como disse essa linha é muito tênue, uma vez que se esforce para entender o sistema e emprega-lo uma vez obtendo sucessos em seus experimentos de leitura é fácil precipitar-se num abismo de egoísmo profundo. Porem tendo vencido esse perigo, obtem-se uma chave de interpretação das ciências ocultas muito útil. Desenvolve-se a temperança como virtude numero um, entendendo o que é excesso e limite dentro das leis universais, desenvolve a fortaleza dando segurança na interpretação espiritual da vida, e a diligencia que faz entender que cada coisa tem seu tempo e seu ritmo não havendo porque de ansiedade. 

6) Sol Rhui: Há quanto tempo você estuda sobre a espiritualidade, e por quanto tempo já estuda e pratica oraculismo? 

Eu estudo o tema desde os meus 14 anos, isso começou mais como algo me incomodava profundamente muito mais do que a outras pessoas. Eu simplesmente não me contentava com as mesmas respostas postas pela tradição em todos os nichos. Assim fiz o que qualquer inquieto faria, fui atrás, primeiro lendo livros e questionando sendo cada vez mais cético e impertinente. Esse caminho me conduziu a vários caminhos diferenciados, mas quase todos dentro do mesmo sistema de ocultismo ocidental. A pratica do oraculismo se deu tempos depois, aproximadamente nos meus 20 anos de idade, tive contato com pessoas da área em que participei de consultas e tive oportunidade de fazer estudos. Como já estava estudando ocultismo bem antes disso, me foi mais fácil absorver a ideia em si do tarot e emprega-lo primeiramente na interpretação da minha própria espiritualidade e depois em consultas pessoais. 

7) Sol Rhui: Você acredita que os estudos (tanto pessoais como por meio de cursos ou adquiridos em grupos ou ordens) e a experiência em determinada prática mágica (tal como oraculismo) fazem a diferença? Por quê? 

Sim acredito que podem fazer diferença tanto para bem quanto para mal. Veja é importante esclarecer que existe um conceito oculto posto na código das cartas. É complexo por em palavras, mas isso precisa ser respeitado, pelo menos observado nas suas abstrações. Tendo isso em vista é necessário que o curso por exemplo seja dado por aquele que consegue ver essas interpretações independente do tarot que tenha em mãos. Parece uma tarefa impossível, e hoje com a infinidade de tarots que possuímos realmente o é. Mas esse esforço deve ser observado profundamente. É o que define a influencia boa de ruim. Se for um cego a guiar o estudante ambos irão para o abismo, nesse sentido é bom que o estudante primeiro estude coisas mais simples a respeito de simbologia oculta e hermetismo por exemplo, para calçar-se e conseguir separar o joio do trigo. 

8) Sol Rhui: Você segue ou já seguiu algum caminho espiritual específico? Qual? 

Sou nascido na tradição judaico-cristã de família. Acredito que tradicionalmente não deva negar minha raiz e seguindo o que preza os conselhos de ocultistas anteriores é não abandone sua raiz religiosa, mas compreenda-a verdadeiramente livre de dogmas. Dado isso não sigo organizações não devo responsabilidades com qualquer ordem, já frequentei e fiz parte em outros momentos da minha vida a qual me desenvolveram grandemente no caminho da espiritualidade, mas atualmente busco no caminho do eremita. Nesse sentido, gosto de pensar que sou uma espécie de cristão não aos moldes da tradição, mas por convicção de meus próprios estudos. E dizendo isso eu realmente busco ser radical em minhas interpretações e cientifico suficiente para admitir o inverso do que já esta socialmente concebido. Assim minha senda espiritual é iniciática, não tendo vínculos com homens ou grupos, puramente individual mas com o todo ao mesmo tempo. É mais como uma consciência que depois de desperta não pude mais nega-la e que tenho que alimenta-la frequentemente, porque a fome dela é minha fome. Uso então do que está já posto na mística e esoterismo ocidental, e em matéria de ocultismo é natural que se englobe inúmeros símbolos de distintas culturas, importando de fato os seus arquétipos. 

9) Sol Rhui: Você acredita que o trabalho com o oraculismo também traz desafios e responsabilidades? 

Sim de fato, é difícil fazer leituras tristes e arranjar palavras. De inicio pode parecer inocente mas como todo terapeuta também precisa de terapia. Nesse sentido há um peso de fato de responsabilidade e compromisso com o trabalho oracular. As vezes numa leitura pode-se destruir um sonho ou levar a uma ilusão futura desagradável. 

10) Sol Rhui: O que você aconselharia para quem está começando no caminho espiritual, especialmente no trabalho com oráculos? 

Muita meditação em cada símbolo e significado de seu oraculo. Seja la qual escolheu, dedique diariamente pelo menos 1 hora de meditação em cima de cada símbolo, faça anotações, o importante é a familiarização com as ideias ou formas pensamento e acessar a vibração conseguindo construir a manifestação que se espera. Estudo e dedicação séria, não tomando isso como mero objeto de brincadeira, pois ele pode abalar psicologicamente pessoas despreparadas, afastando aqui qualquer ideia de bruxaria ou espiritismo, simplesmente por se inventar uma ideia e dize-la sem propriedade a alguém que já esta com o emocional debilitado. Então o Tarot é uma ciência complexa, apesar de parecer simples aos olhos de quem consulta, ela surpreende muitas vezes dias depois da consulta fazendo a pessoa ou torcer o nariz ou te procurar novamente. O ultimo conselho tem haver com isso, tente não se envolver emocionalmente, aqui a separação é ainda mais sutil é de espirito e sentimento... isso pode evitar que o futuro tarólogo pegue as causas dos outros para si mesmo, lembre-se dos limites e excessos das leis universais.

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Fernando Silva é graduado em Letras e História, espiritualista e tarólogo, e atualmente escreve e desenvolve o seu trabalho no site Espiritualidade para Nova Era (cujo link está na nossa lista de sites recomendados aqui no blog).

Sol Rhui & Fernando Silva

segunda-feira, 4 de março de 2019

ENTREVISTA CONCEDIDA A DANIEL OLIVERPE POR SOL RHUI


1)      Sol Rhui: poderia nos falar um pouco sobre o seu livro Pergaminhos?

Daniel Oliverpe: Tenho um carinho especial por “Pergaminhos” (Editora Multifoco, 2012), não apenas por ser o primeiro livro que lancei em formato físico mas pelo que ele representa. Eu o lancei quando estava com 31 anos (hoje estou com 38) e, na época, fazia uns 5 ou 6 anos que eu havia começado a estudar Ocultismo. Antes de lançá-lo como livro eu havia postado todas as poesias que o compõe em um blog, meu primeiro blog que hoje já não existe mais pois o deletei quando lancei “Pergaminhos” como livro físico. A proposta de “Pergaminhos” era ser uma espécie de Arca onde eu depositaria um pouco de cada coisa que aprendi até então estudando Ocultismo e assuntos afins. Desta forma, em “Pergaminhos” eu apresentaria, de forma introdutória, algum conhecimento, sendo um conhecimento diferente a cada texto, no formato de poesia, e cada poesia apresentando um personagem diferente para ilustrar o conhecimento que eu queria de passar; estes personagens seriam deuses, xamãs, anjos, pretos-velhos, autores, magos, mitos, arquétipos e até mesmo Jesus Cristo, dentre outros; e, através destes “personagens”, eu contava histórias, e eles mesmos tinham vozes em cada uma destas poesias. Assim, eu busquei condensar em “Pergaminhos”, o máximo de conhecimento que eu pudesse em poesias que fossem as mais curtas possíveis de uma forma que a história não fosse comprometida. Cada poesia de “Pergaminhos” funciona em separado como uma história fechada por assim dizer, mas, se você ler do começo ao fim, terá uma história completa com começo, meio e fim ao longo das 23 poesias que o compõe. O livro é repleto de easter eggs, você pode ficar caçando as referências durante o livro todo, tudo funcionando como uma forma de divulgar algum conhecimento, seja nas homenagens que faço, no porque de cada coisa estar lá, até mesmo a quantidade de poesias (23), portanto divirta-se caçando cada coisa no livro (risos), pois cada coisa tem um motivo para estar lá. Posso destacar algumas coisas para aguçar a curiosidade daquele ou daquela que nos lê aqui: há um confronto entre o deus da Guerra Ares e Sun Tzu, autor de A Arte da Guerra, comandando um exército de Shinigamis (que são deuses da Morte); e há também um encontro entre Allan Kardec e Aleister Crowley no Umbral; destaco também os personagens principais da trama que são Hermes, como deus da Ordem, e Éris, como deusa do Caos. Basicamente, sobre a trama de “Pergaminhos”, há algo grandioso acontecendo, e este algo pode destruir todo o universo, cabendo aos heróis da história enfrentar esta ameaça. Mas acho que já falei demais até aqui (risos), convido a todos a lerem este meu pequeno grande livro [vamos lá, leiam, tem 70 páginas apenas (risos)]. Em meu blog estão algumas ilustrações que fiz baseadas neste meu livro, convido a todos também a conferirem estes desenhos, deixo aqui o link: https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/2019/02/pergaminhos-ilustrados.html .

2)       Sol Rhui: Por que você escolheu o nome “Pergaminhos” para a sua obra?

Daniel Oliverpe: Se eu contar o porque de se chamar “Pergaminhos” eu entrego o final da história (risos). Mas posso dizer que também é “Pergaminhos” porque cada poesia funciona como se fosse isso mesmo, um pergaminho, que a gente desenrola e lê seu conteúdo; você poderia colecioná-los na antiguidade e guardá-los em uma biblioteca como a de Alexandria (risos).

3)      Sol Rhui: O que mais o motivou para a composição da sua obra? Fale-nos sobre as possíveis influências da mitologia grega e do caoísmo no livro.

Daniel Oliverpe: Como disse, a ideia de “Pergaminhos” era condensar o máximo de conhecimento que eu tinha segundo minhas principais influências, e, dentre estas influências, estavam certamente a mitologia grega e o caoísmo (linhagem da magia do caos). Tem dois livros que são como bíblias para mim e que os juntei em minha cabeça de uma forma que funcionam em conjunto: O Caibalion e o Principia Discórdia. Vejo o Caibalion como um livro que trata de Ordem e o Principia como um livro que trata de Caos. Daí, como me considero alguém que caminha entre a Ordem e o Caos, a coisa acabou por funcionar em conjunto na minha cabeça de uma forma muito pessoal e que eu acho que só eu entendo esta forma (risos). Recomendo a leitura destes dois livros e que cada um tire suas próprias conclusões, pois o que expus aqui é apenas minha humilde visão. Vale destacar que além destas influências herméticas e caóticas, também estão presentes as mitologias nórdica e egípcia.

4)       Sol Rhui: Quando começou o seu contato com a arte poética e gráfica? Desde o começo os seus trabalhos artísticos sofreram influências da vertente místico-esotérica?

Daniel Oliverpe: Minha carreira na escrita começou quando deixei de ser evangélico, lá pelos meus 24, 25 anos. Eu seguia desde pequeno a igreja e isto, de certa forma, me deu um interesse pelas coisas espirituais. Mas eu me sentia fechado em um mundo muito limitado, precisava de mais, não enxergava mais que aquele caminho fazia algum sentido para mim. Foi quando deixei a igreja e passei a me interessar por ocultismo. Então se pode dizer que esta vertente mística-esotérica sempre esteve presente em tudo o que eu escrevia desde o começo, ao menos desde este recomeço. Não que eu não tivesse me interessado por artes desde muito antes, desde pequeno, pois desde pequeno eu vivia desenhando ou escrevendo alguma coisa, vivia criando gibizinhos. Afinal as histórias em quadrinhos é uma paixão de longa data para mim e eu buscava recriar tudo aquilo que eu lia nas histórias do Homem-Aranha e do Batman, mas criando meus próprios heróis. Claro que era de uma forma mais superficial. A maturidade veio quando comecei a escrever após ter deixado a igreja. Muito da minha maturidade também veio para mim quando descobri o espiritismo, vertente que sou muito simpático até hoje.

5)      Sol Rhui: Poderia nos falar sobre a influência do hermetismo presente em algumas das suas poesias?

Daniel Oliverpe: O hermetismo está sempre lá em minhas obras; é minha forma de lutar contra a Matrix, sabe? (risos) Aprender hermetismo te dá armas eficazes contra a ilusão que nos cerca, a ilusão que nos diz que não merecemos, que não podemos, mas, através de estudos herméticos, aprendemos que podemos sim, que merecemos sim; aprender hermetismo faz com que você seja um zumbi a menos a vagar sem saber o que faz aqui, de onde veio, para onde vai. Podemos dizer que a religiosidade ocidental deve a filosofia hermética pois, em cada vertente, há alguma coisa dela. Mas vejo que não é possível explicar exatamente o que é hermetismo, pois é algo que você precisa vivenciar; é como não fosse possível dizer o que é, mas você pode sentir o que é, o que, de fato, é o mais importante, sentir. Deixo aqui uma poesia que fiz recentemente sobre hermetismo, que a chamei simplesmente de “Hermetismo”: Sete são as Leis. / Há a Lei do Mentalismo, a da Correspondência, / a da Vibração, a da Polaridade, a do Ritmo, / a do Gênero, e a de Causa e Efeito. / Há quem diga que existam mais Leis, / mas é tão hermético que não se divulga. / Estas são Leis que regem o Universo como o conhecemos. / São as grades de nossa prisão. / Aprender sobre estas Leis te permite “hackear” / a Matrix em que vivemos. / É tudo como uma simulação de computador / e o conhecimento das Leis te permite ser o mestre do jogo. / Basta você entrar em sintonia com a egrégora hermética / e aplicar o conhecimento adquirido / que você pode driblar a influência destas Leis em tua vida, / podendo manipulá-las ao teu favor. / Estudar hermetismo é uma chave / que vai te abrir muitas portas. / O hermetismo, o estudo hermético, pode ser algo fechado / mas também significa o conhecimento que vem de Hermes. / Entre em sintonia com Hermes / e ele te revelará muitos segredos. / Lembre-se sempre de que / os lábios da sabedoria estão fechados, / exceto aos ouvidos do entendimento”. / Esta frase que citei está no livro “O Caibalion”, / que é um belo manual de instruções / de como “hackear” o sistema em que vivemos, / esta grande ilusão que nos cerca. / Lá também está escrito que / “os Princípios da Verdade são Sete; / aquele que os conhece perfeitamente / possui a Chave Mágicka / com a qual todas as Portas do Templo / podem ser abertas completamente”, / o que podemos abraçar como um resumo / de tudo o que disse até aqui. / Estudar hermetismo te permitirá despertar / para a vida de verdade; / você passará a ver tudo com outros olhos, / deixará de ser um zumbi, / deixará de ver apenas sombras em uma caverna, / enxergará que a verdade não só “está lá fora” / como também está bem aí, dentro de você. / Toma da pílula vermelha e você verá / até onde vai a toca do coelho. / Agora se optar pela pílula azul, / você vai acordar na tua cama / tendo a impressão de que tudo o que te disse até aqui / foi apenas um sonho.

6)      Sol Rhui: Que outras filosofias espirituais marcaram as suas composições?

Daniel Oliverpe: Temas filosóficos, espíritas, espiritualistas, mitológicos, mágickos, ocultistas, herméticos e assuntos relacionados me interessam e muito, e procuro sempre colocar um pouco disso e um pouco daquilo em cada texto que escrevo. Mas estou sempre buscando aprender algo novo e, conforme aprendo, acabo passando isso de alguma forma para meus textos. Kabbalah é algo que também me interessa mas vejo como algo ainda mais difícil de explicar o que é do que o hermetismo (risos). Tanto a kabbalah quanto o hermetismo é algo que temos mais que nos preocupar em sentir o que é do que explicar o que é. É como se faltasse algo em nós que nos permitisse de expressar com totalidade o que é a kabbalah, o que é o hermetismo. Outros assuntos que também me interessam são a iluminação, o romper com a roda das constantes reencarnações, o contato com o sagrado anjo guardião e o reconhecimento de nós mesmos como divindades e, é claro, minha constante luta contra a Matrix (risos).

7)      Sol Rhui: O que você gosta de fazer nas horas vagas além de escrever poesias e desenhar?

Daniel Oliverpe: Gosto muito de ver filmes, por isso gosto muito de ir ao cinema. Vou citar aqui meus filmes favoritos: a trilogia Matrix é claro (risos), a trilogia do Batman do Christopher Nolan, sendo que, do Nolan, também gosto muito de A Origem, Interstelar e O Grande Truque, também gosto muito de Constantine com Keanu Reeves, dos dois filmes do Sherlock Holmes com Robert Downey Jr., e dos filmes da Marvel que acompanho sempre que lança um novo nos cinemas. Também gosto muito de ouvir música, no geral rock, mas também gosto muito de música instrumental do tipo orquestrada. Vou citar aqui minhas bandas favoritas: AC/DC, BlutEngel, Epica, Evanescence, Foo Fighters, Lacrimosa, Marilyn Manson, Metallica, Mono Inc, Nine Inch Nails, OOMPH!, Ozzy Osbourne, Pearl Jam, Queens of The Stone Age, Rammstein, Rob Zombie, Slipknot, System of a Down, The Smashing Pumpkins e Tristania. Também gosto muito de ler, estou sempre lendo alguma coisa, gosto muito dos livros do Dan Brown e de livros que sejam ocultistas ou de assuntos relacionados. Deixo aqui um link de um texto meu em que cito os livros que mais me influenciaram até aqui: https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/2019/02/eu-loki-von-asgard-09.html . Outra coisa que faço muito em meu tempo livre é ler histórias em quadrinhos, em especial as de super-heróis, é uma paixão que tenho desde pequeno e que, com certeza, vou levar para a vida toda.

8)      Sol Rhui: Como você avalia que a prática de escrever e ler poesias contribui para otimizar a sua vida?

Daniel Oliverpe: Escrever para mim é uma necessidade. Acredito que seja algo que me permite contribuir com o mundo de alguma forma. É o meu legado. É a maneira como deixo minha marca no mundo. É algo que me faz com que eu me sinta realizado. Sinto que, ao escrever, estou cumprindo minha Verdadeira Vontade, que estou cumprindo minha jornada do herói pessoal. A cada novo texto é como se eu evoluísse mais um pouco, ao mesmo tempo em que, a cada novo texto, também percebo que “só sei que nada sei” e que tenho muito a aprender ainda.

9)      Sol Rhui: Fale-nos um pouco sobre a sua espiritualidade. Já seguiu ou segue algum caminho espiritual específico? Qual foi a maior lição que você aprendeu em cada vertente espiritual que já participou?

Daniel Oliverpe: Ao longo desta entrevista já citei bastante sobre minha espiritualidade, dá pra se ter uma ideia por quais caminhos segui. Mas, resumidamente, posso dizer que iniciei a vida como católico, migrei para a evangélica, deixei de acreditar em tudo me tornando alguma espécie de ateu, então me descobri no ocultismo e assuntos relacionados, conheci então o espiritismo e o hermetismo, montei um quebra-cabeças espiritual na minha cabeça e sigo com esta filosofia até hoje. Não tenho propriamente uma religião, mas quando sinto necessidade de ir em algum lugar acabo buscando algum centro espírita ou de umbanda para tomar um passe e me equilibrar. A lição que podemos aprender em cada caminho que passamos é que somos pequenos, muito pequenos, diante da imensidão deste universo em que vivemos, que precisamos respeitar o microcosmo que cada um é pois cada um de nós, unidos, formamos um macrocosmo; somos fragmentos deste Todo que é Deus.

10)   Sol Rhui: deixo este espaço livre para você falar o que queira e divulgar o seu trabalho:

Daniel Oliverpe:  Sou autor de "Pergaminhos", mas também tenho diversos outros livros que postei na íntegra em meu blog “O Universo de Daniel Oliverpe”. Convido a todos a visitarem meu blog e conferirem estas outras obras: "Ternos Brancos", "Literatura Errante", "Caminhos", "Portais", "... Microcosmos...", "Hermético", "Herético" e "Mágicko". Eu escrevo periodicamente em meu blog e compartilho aqui com vocês o link: https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/  . "Eu, Loki Von Asgard..." e "Thagirion, O Cavaleiro do Pesadelo" são os meus mais novos livros, os quais estão em desenvolvimento em meu blog. Também tenho uma página no facebook e convido a todos a curtirem e acompanharem as novidades que posto lá: https://www.facebook.com/ouniversodedanieloliverpe . E, por fim, gostaria de te agradecer Sol Rhui pelo espaço que você me cedeu aqui nesta entrevista para falar sobre mim e o meu trabalho, muito obrigado, de verdade. Desejo a você muito sucesso em tudo o que você fizer.


Daniel Oliverpe e Sol Rhui

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

ENTREVISTA DE SOL RHUI CONCEDIDA A DANIEL OLIVERPE (DIÁLOGOS 3)




Daniel Oliverpe é poeta, desenhista, escritor e autor do livro Pergaminhos (Editora Multifoco, 2012), para conhecer melhor o trabalho dele acesse o seu blog pessoal:

https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/.


ENTREVISTA

Daniel Oliverpe: 1) Como surgiu teu interesse em estudar letras? Você se interessou por esta área desde cedo ou foi algo mais tardio? Se não tivesse se interessado por letras, que outra área teria despertado teu interesse?

Sol Rhui: Eu sempre fui ótimo aluno nas áreas de humanas no ensino primário, e me destacava especialmente no aprendizado de linguagens. Na verdade sempre gostei de estudar idiomas dentro das minhas humildes condições (sem ter grana p’ra viajar nem p’ra bancar cursos “tops”) assim me tornei autodidata e estou aperfeiçoando o meu inglês e espanhol. Atualmente venho tentando concluir o meu curso de letras língua inglesa (que foi interrompido por vários problemas pessoais). Ah se eu não cursasse letras geografia seria uma boa para mim, já que sempre adorei estudar sobre os países (na infância sabia de cor as bandeiras e as capitais da maioria risos).


Daniel Oliverpe: 2) Tua carreira de escritor se iniciou depois que você começou a estudar letras ou você passou a escrever antes disso? Você consegue imaginar tua vida sem a escrita ou ela já faz parte de ti de uma forma que você não consegue viver sem ela? Que conselhos você daria para quem está começando neste caminho? Quais escritores são tuas principais influências?


Sol Rhui: Perdoem-me o senso de humor, mas eu não sei se eu posso chamar o que tenho de “carreira” (risos), pois embora já escreva publicamente na internet desde 2015, ainda não cheguei a publicar nenhum livro tampouco atingir alguma projeção reconhecida. Para mim a escrita é terapia não só para mim, mas para todos que precisam da mensagem que comunico, e isso para mim é o mais valioso que o dinheiro e o reconhecimento que deveriam advir com a arte escrita. Viver é escrever, pois a cada momento estamos escrevendo a nossa história, então acredito não só eu, mas ninguém conseguiria viver sem a escrita. O meu conselho para os novos escritores é que acreditem no que fazem e trabalhem muito para alcançar o que desejam. Eu faço composições literárias desde a minha adolescência.


Considerando as obras que tive mais contato para citar algumas influências temos Allan Kardec, Laércio do Egito, Manly Palmer Hall (foi lendo um de seus livros que tive a inspiração para criar o Lunividencia), Mirella Faur, Nei Naiff, Zacheria Sitchin, Heitor Druville, Lao-tsé, Confúcio e Vyasa (autor do Mahabharata e do Bhagavad Gita), mas gente leio tanta coisa que se eu fosse enumerar daria uns 10 posts (risos)

Claro que aqui cito nomes de autores que já li mas em nenhum momento afirmo que certas coisas que escrevo ou ensino provenham deles.

Daniel Oliverpe: 3) Em nosso “Diálogos” já falamos de poesia, mas acredito que este assunto é bem abrangente e podemos dedicar um espaço aqui para este tema… Você acredita que todo poeta é como que uma pessoa a “psicografar” o que ditam as musas inspiradoras ou os sagrados anjos guardiões? Poesia é algo relevante em nossos dias como instrumento de luta contra a ignorância da humanidade? Você já se deparou com alguma poesia sua em que, depois que você terminou de escrever, pensou “não, não é possível que tenha sido eu que escrevi isto, deve ter sido outra pessoa”? (risos)


Sol Rhui: Bem primeiramente temos que fazer uma distinção entre psicografia e inspiração, a primeira é um tipo de mediunidade na qual a pessoa perde o controle motor das mãos, e a segunda é outro tipo de mediunidade na qual a espiritualidade transmite mensagens ao canalizador de maneira inconsciente (muitas vezes o médium nem percebe a influência que está recebendo) então eu diria que o poeta pode possuir a mediunidade de inspiração.


Quanto ao uso da poesia como ferramenta de luta contra ignorância isso vai depender do uso que é feito da ferramenta, pois o gênero poético é também neutro. Mas sim, ela pode ser uma ferramenta eficaz para causar grandes transformações positivas pela sua propriedade de inspirar as pessoas (como todas as artes).

No caso de ter escrito alguma poesia e me ter perguntado se foi eu mesmo que a fiz, acho que não, porque eu sou um canalizador consciente, e justamente por isso sei que boa parte do que escrevo pode não ter vindo de mim.

Daniel Oliverpe: 4) O que é ser universalista? Esta é tua visão espiritual de mundo ou você considera que pra você seria algo mais abrangente do que apenas se definir assim? Para onde você acredita que vamos quando partimos deste mundo? Ou não vamos para lugar algum e apenas ficamos reencarnando? Espiritualmente, o que significa o nome que você adotou (Sol Rhui)?


Sol Rhui: Ser universalista é ser tudo, porém sem se apegar a nada. Depois de muito tempo tentando encontrar um caminho certo eu descobri que a minha busca já consistia nele, então por enquanto eu estou universalista.


Eu me lembro de certa vez quando estive confuso por não ter achado o meu “caminho” ainda (pois para alguns é extremamente importante você se encaixar num molde que já exista, faz parte de “se encontrar”) e ter comentado com uma amiga: “eu não me identifico com nada”; e ela me respondeu: “eu me identifico com tudo”. Daí tive um insight de que essa busca de querer se encaixar em alguma coisa não é necessária mais para mim.

Existem muitas explicações filosóficas sobre para onde vamos depois da morte, mas uma resposta que eu acredito que sintetiza todas é esta: você vai (e inclusive já está) exatamente a um “lugar” compatível com a sua vibração.

O nome Sol Rhui tem vários significados: Sol é sol mesmo, mas Rhui pode variar entre famoso, glorioso, vermelho, rei, depende da etimologia que é atribuída. Este é o significado etimológico, espiritualmente deve carregar esses significados arquetípicos também. Em resumo o nome traz uma energia (preponderantemente solar) que equilibra a minha própria energia (preponderantemente lunar).

Daniel Oliverpe: 5) Quais filosofias espirituais você já estudou? Quais te despertaram mais interesse? Você tem alguma favorita? O que você falaria para alguém que busca uma filosofia espiritual e não encontrou nenhuma que lhe interessasse ainda?


Sol Rhui: Eu já estudei de tudo um pouco (risos) mas não tenho nenhum título acadêmico a respeito, apenas sou um apreciador do tema e aprendo por conta própria. Admiro muito as filosofias orientais. Para as pessoas que ainda não se encontraram eu diria que há tempo para tudo, e quem procura acaba encontrando o que deseja. O segredo é continuar buscando.


Daniel Oliverpe: 6) O que é o Lunividência? Como se deu a sua criação? Como este sistema pode auxiliar a vida das pessoas? Qualquer um é capaz de aprender Lunividência e aplicar em sua vida? Sinta-se a vontade para falar deste sistema criado por você…


Sol Rhui: O Lunividencia é um sistema oracular e uma das manifestações da lunividência (a vidência ou inspiração vinda do(s) Espírito(s) ou Egrégora(s) da Lua). A sua criação é dada por inspiração junto aos conhecimentos adquiridos pelo canalizador, que no caso sou eu.


Sim qualquer um pode aprender e aplicar o que já tenho ensinado e disponibilizado sobre o Lunividencia, porém a revelação é gradativa e nem tudo pode ser repassado, então este aprendizado está dentro dos limites do que é transmitido. Por enquanto eu estou encarregado desta transmissão, até que os Seres que me inspiram resolvam fazer diferente ou revelar outras ferramentas oraculares ou de magia para mais alguém.

O Lunividencia auxilia as pessoas trazendo autoconhecimento, informações, orientações e ajudando a própria pessoa a curar a si mesma espiritualmente.

Daniel Oliverpe: 7) Esta é a era da informação, quanto a isto não há dúvida, certo? Qual a importância de ferramentas como a internet, o whatsapp e as redes sociais em teu trabalho? Você acredita que está deixando tua marca, teu legado? O que você imagina que as pessoas vão dizer do teu trabalho daqui a uns 200 anos no futuro?


Sol Rhui: As tecnologias e os meios de comunicação atuais sem dúvida facilitam muito o trabalho de muitas pessoas, inclusive o meu. Como é o que eu disponho atualmente, é essencial para mim usar essas ferramentas.


Bem se eu estou deixando alguma marca ou legado não sei, mas estou cumprindo com a minha função de transmissão de conhecimentos que podem ser úteis para alguém (apesar de toda a aura de polêmica que deva existir em torno). Na verdade nunca tinha parado para pensar no que iriam dizer sobre mim daqui a dois séculos (risos), mas se caso venham a me condenar pelas minhas falhas humanas pelo menos que façam bom uso do conhecimento do qual eu fui um canal.

Daniel Oliverpe: 8) Quais teus gostos musicais? Que tipos de filmes você assiste? O que gosta de fazer nas tuas horas vagas?


Sol Rhui: Já gostei muito de pop rock, curto eletrônica também. Atualmente venho ouvindo mais mantras, músicas celtas, e músicas clássicas, eruditas e relaxantes. Ouço muito músicas em inglês como um meio de aprender também. No entanto eu tenho as minhas fases, tem tempos que eu escuto uma coisa, depois outra e vou alternando.


Já filmes eu adoro os de aventura, fantasia e ficção, e alguns de ação (se for mais surreal do que violento risos).

Nas horas vagas o que eu mais gosto é de ler coisas que me interessam, jogar xadrez, bater papo nas redes com amigos virtuais e estou voltando a me acostumar a assistir desenhos e seriados mais pela necessidade de estudar idiomas.

Daniel Oliverpe: 9) O que você imagina para teu futuro, o que deseja pra você? O você de ontem se orgulha do você de hoje? O você do futuro vai olhar para trás e constatar que a missão foi cumprida? Pergunto se você acredita que está no caminho certo…

Sol Rhui: Engraçado que eu consigo ver bem o futuro dos outros nas cartas e nas mandalas, mas o meu próprio futuro fica meio oculto (risos) então não faço ideia mas desejo que eu seja melhor do que eu sou hoje (em todos os sentidos).


Eu diria que já sofri grandes transformações se eu revisitar o meu passado, então creio que já consegui transmutar algumas coisas, mas orgulho é uma coisa que preciso diminuir, especialmente consciente da minha própria sombra. E espero que eu possa dizer isso no futuro: missão cumprida! Mas só o fato de a gente tentar já faz a diferença.

Se estou no caminho certo, eu tento seguir o coelho branco, a Voz Interna que sempre me guia, que é a minha melhor amiga.

Daniel Oliverpe: 10) E para finalizar, vou deixar aqui este espaço livre para você falar o que tiver vontade e também para divulgar o que você quiser divulgar do teu trabalho, sites e contatos pessoais…

Sol Rhui: Gostaria de agradecer a você Daniel por me dar esta oportunidade de falar um pouco sobre mim e o meu trabalho. O meu trabalho nas redes é fácil de achar é só procurar por Lunividencia, escrevo desde 2015 e desde 2017 trabalho com atendimentos oraculares (previsão, autoconhecimento e orientações para diversas áreas da vida). O contato pessoal é o 81 99293-3420 (whatsapp). Gratidão Imensa e sucesso para você também nesta senda de escritor!


Daniel Oliverpe & Sol Rhui

sábado, 29 de dezembro de 2018

ENTREVISTA COM DEVA LAYO SOBRE LILITH POR SOL RHUI

     
Sol Rhui: de acordo com os seus estudos, pesquisas e experiências, quem é Lilith?
Deva Layo: originalmente, Lilith deve ser considerada a Mãe Divina de todas as formas criadas por ser <<A Precursora>> delas em <<nosso Universo>>. O Universo fundamental, um útero de matéria e energia escura, é Feminino, enquanto luz, estrelas e galáxias compõem o princípio Masculino.
Nesta dança, as polaridades do Manifesto e do Não Manifesto, do Criado e do Incriado, se combinam em inúmeras possibilidades de expressão, que tornam possíveis a transmigração de atributos, onde é dada ao Masculino a possibilidade de também se experimentar como passivo e ao Feminino como ativo, em diversas graduações e intensidades. Obviamente estes Projetos Cósmicos possuem mais de “Um Autor” segundo Ela explica.
Seus nomes conhecidos – Lilith, Lalita, Lila, Grande Mãe, Grande Deusa, A Bela – são <<definições limitadas>> de Seus Espelhos, dentro dos processos de fractalização para a manifestação da vida no Universo. Muitos seres divinos provindos de outros setores cósmicos se fractalizaram partindo do material fornecido por Ela. Assim, dentro da perspectiva humana podemos entendê-La como um aspecto divino de nossa consciência que é fractal, no sentido arquetípico, mas também monádico, transcendente e sideral.
Contudo, na mitologia vulgar, Lilith foi reduzida a uma falsa ideia (uma dentre várias lendas da criação) onde ficou conhecida como a primeira esposa de Adão antes da Eva edênica da cultura hebraica. 
Assim, compreendamos que Lilith não tem princípio nem fim e é <<O Fundamento>> de todo o Universo, residindo em tudo e em todos os seres – e pode ser facilmente alcançada através da meditação. Ela é a Fonte.
Que se busque compreender a resposta de uma perspectiva teosófica não devocional e não dogmática.
Sol Rhui: Qual é a relação que existe entre a Lilith mesopotâmica e a Deusa hindu Lalita Devi?
Deva Layo: mitologicamente, nenhuma. Ambas são frutos de construções diferentes. Porém, historicamente, sabemos que ambas as civilizações sumeriana e harapense (civilização tântrica do Vale do Indo, de onde o _shaktismo_ [corrente do tantrismo, doutrina da deusa] se aperfeiçoou e teve seu declínio no período védico), tinham contato político e comercial, trocando assim, informações e conhecimentos de diversos contextos, inclusive linguísticos.
Esta evidência sugere que pode ter sido desta forma que _Lalita_ posteriormente tenha inspirado a criação da _Lilith_ dos hebreus, mas isto é ainda uma especulação – embora seja esta a informação que nos chega por intermédio de canalização; e a única pista que temos, pode estar escondida nos estudos paralelos estabelecidos entre essas duas figuras femininas, por diversos estudiosos acadêmicos e amadores que levam suas pesquisas nesta mesma direção.
Historicamente, sabemos que a <<Lilith mesopotâmica ou hebraica>> é fruto do medo dos líderes judeus durante o período de cativeiro na Antiga Babilônia, quando reconheceram que a força feminina era assombrosa demais por ser amplamente cultuada, e que com ela no caminho não teriam a chance de governar, acreditando ser a única forma de “libertação” – um típico processo de <<projeção da sombra>>.
Foi um investimento sistemático, um “método” para usar o mito e a religião a fim de controlar as mulheres com lições morais de desempoderamento e demonização. Desta forma, em sua história característica, a mulher – ou Deusa – toma uma ação cujo resultado é um desastre, sendo necessária outra figura feminina (Eva) que se comportasse de maneira mais “adequada” para ser aceita, e assim o caos seria evitado e a vida “corrigida”.
A <<Lalita tântrica>> é a personificação do entendimento de um <<conceito abstrato>> que os antigos hindus absorveram das <<civilizações pré-védicas>> sobre a Existência. Dentro desta personificação, Lalita/Lalitha é apenas outro nome posterior para designar a Mãe Divina, conhecida também como Bela, Jogadora e Amada:
·Bela porque para os antigos não havia outra visão para ser comparada à divindade da Existência;
·Jogadora porque segundo eles, tudo o que é percebido é parte da _lila_ (brincadeira cósmica) daquilo que ficou entendido como “Deus”, lila como a manifestação do drama divino sobre o palco da consciência (neste item abrimos um parêntese para explicar que todo o _karma_ da criação também é regido por Ela, assim como todas as ações da existência são autorizadas por Ela, logo, Ela é o nível mais alto dentro da hierarquia divina e é através D’Ela que nós fazemos todas as coisas conscientemente ou não, incluindo deuses de menor envergadura [por essa razão Ela é Consciência Manifesta em todas as escalas da Criação]);
·E Amada porque os antigos já compreendiam que o amor pode assumir características egoístas, mas que o Amor divino era puramente Amor. 
Porém, é sempre bom fazer lembrar que qualquer personalização humanizada dos aspectos e atributos do Divino Feminino será reduzida, ou cheia de mistérios iniciáticos impostos pela religião (incluindo tradições, seitas, ordens esotéricas ou satânicas e organizações pagãs) que podem afastar as pessoas ao invés de aproximá-las de Lilith. 
Sol Rhui: o mito judaico de Lilith como a primeira mulher de Adão se tornou bastante popular. Poderia pontuar alguns significados importantes do arquétipo de Lilith neste mito?

Deva Layo: claramente, são inúmeras as lições que podem ser aprendidas com esta “história”. Uma pessoa poderia estuda-la a vida inteira e ainda assim, teria pontos para anotar até o dia de sua morte. Porém podemos citar alguns:
  • ·Percebermos o quanto a demonização dos desejos femininos, somada a deboches e conceitos religiosos diminutivos, ainda controlam o viés social, condicionando tanto as mulheres quanto os próprios homens ao <<envergonhamento de si mesmos>>; 
  • ·Percebermos que quando um <<masculino desconsiderador>> como um “Adão edênico” – seja na pele de um pai, padeiro, religioso, intelectual, político, escritor ou artista – se levanta como “autoridade e potência masculina” para afirmar que “um demônio feminino se fantasia de mulher para seduzir um homem”, a insinuação revela o medo da graça natural e da expressão feminina, interpretando o seu desejo de estar com um companheiro compatível, como uma influência demonística de controle e perdição. 
  • Tal propósito é deixar a mulher constrangida e sem saída social, fazendo-a parar de se embelezar, de orgulhar-se de seu corpo e sexualidade, de tomar decisões, de se amar, e de ser mulher ao fiscalizar, julgar e condenar outras mulheres; 
  • ·Aprendermos que a repressão da sexualidade feminina também empobrece a masculina. A <<dissociação da maternidade>> do contexto da sexualidade, ajuda a preservar o controle sobre as expressões masculinas, assim, o homem também perde em hombridade. 
  • Tal dissociação gerou socialmente a <<territorialização do corpo do outro>> e a separação entre esposa/companheira e mulher, o que atrofiou o homem a não conseguir identificar a companheira e a amante numa mesma pessoa, recorrendo a uma dupla conduta de moral para realizar seus desejos íntimos. 
  • Monogamia e poligamia se tornaram ferramentas de controle. Esse drama se estende também aos casais homossexuais, bissexuais e trans; 
  • Entendermos que Lilith representa um tipo de mulher que a sociedade não consegue controlar, não porque ela é rebelde, mas porque ela é <<orientada por valores como amor, verdade e equidade>>; 
  • ·Aprofundarmo-nos num dilema existencial bastante profundo de nosso tempo: decidir nosso próprio destino; 
  • ·Entendermos onde nos leva <<a negação de nossa verdadeira natureza>>. Mulheres que se escondem atrás destes processos emocionais pelas fantasias à venda da “super woman”, não alcançam a plenitude verdadeira, pois não há uma mulher mais poderosa do que aquela que cada uma está destinada a ser a seu modo. Este equívoco condena a maioria das mulheres à tristeza de uma vida falsa e vazia; 
  • ·Reconhecermos que o <<dilema da rebeldia>>, se não for positiva e inteligente (transcendente, reguladora, transformadora, revolucionária), jamais será solucionado e ficará sujeito ao <<controle subversivo da submissão>> o que incita mais à revolta. Trata-se de uma política de controle do comportamento. Igualmente, o controle ideológico dos desejos masculinos é conveniente para manter o homem infantilizado e a mulher na “posição do contra”, e com isso, nem homem nem mulher conseguem sair dos jogos de poder do patriarcado, porque se sentem constantemente impelidos a esse tipo de <<auto condenação>> para afirmarem-se dentro do sistema – e claro, isso abastece a máquina econômica, insuflando modelos de família e modos de vida que não desejamos mais para nós (consumo de métodos, religiões, bens, moda, recursos naturais, pornografia, apenas para citar alguns);  
  • ·Aceitarmos que homens e mulheres são <<necessários como aliados>> dentro de nossa atual dinâmica social: a indução coletiva do profano feminino é decorrente da arrogância de uma falsa “auto importância” da mulher, já que culpar os homens por todos os males que ela experimentou e ainda experimenta é tão auto derrotante quanto condenar a restrição de Yaweh para com Adão e Eva afim de que não comessem da maçã do conhecimento. 
Arrogância e prepotência não podem ser justificadas por ações repressoras e condenatórias. Lilith vem mostrar que homens e mulheres partilham da mesma natureza humana, embora eles sejam diferentes em expressá-la com características e talentos próprios, e que está tudo bem em recomeçar – de novo. 
Sol Rhui: ainda considerando o mito anteriormente citado, poderia explicar porque Lilith assume nele uma identidade demonizada pelos criadores do mito? 
Deva Layo: reforçando: para “educar”, “controlar” e “governar”. Há seres e mentes que são particularmente atraídos pelo poder. 
Sol Rhui: recentemente há muitas canalizações a respeito de Lúcifer ter basicamente se desviado do propósito evolutivo original, mas que atualmente já retomou o caminho da luz e que trabalha para auxiliar a ascensão planetária. Poderíamos traçar um paralelo semelhante com respeito à Lilith?

Deva Layo: primeiro que <<Lúcifer>> não é um ser ordinário, mas um <<Conceito com Consciência>> que pertence à primordialidade dos Tempos, também dentro do conceito das <<inteligências monádicas>>. Tendo em vista que, arquetipicamente falando, se pensarmos em personagens humanizados, o <<processo de individuação>> de ambos, fora bastante semelhante, pois tiveram que “abandonar a casa do Pai” para se tornar quem são. Mas a realidade pode ser um tanto diferente dos nossos mitos e de nossas lendas. 
Porém, no que tange ao traçado paralelo em respeito à sua questão, podemos mencionar que dentro de Seu <<Espectro de Consciência>> habitam seres das mais diversas envergaduras, atributos e níveis. Dentro desta miríade de seres, existem aqueles que respondem em Seu Nome, mas que <<não são originalmente nascidos dentro do Espectro>> e é isso o que precisa ser compreendido. 
Eles são agrupados por afinidade e sintonia energética. Se o Espectro possui diversas graduações de frequência e vibração, então ele oferece morada às mais diversas tipologias de seres, como a casa de uma verdadeira mãe. Temos que ter em mente que o “Projeto Universo” recebeu inúmeros visitantes de outros Universos – e que fazemos parte de um Multiverso. 
Há seres que se identificam como “Lilith”, mas que não são Ela, e já se encontram reorientados na rota da ascensão planetária, enquanto outros preferem continuar habitando na faixa de frequência mais escura deste Espectro porque ainda precisam desta experiência para o seu desenvolvimento. São todos, contudo, experimentos da Consciência necessários à evolução, pois sem atrito não existe movimento. 
Sol Rhui: em um de seus vídeos em seu canal vi que você fala acerca das diversas manifestações de Lilith em outras culturas e sistemas de crenças por denominações diferentes. Tendo em vista as semelhanças entre Lilith, Ishtar e Ísis quanto a sua representação como mulheres aladas, poderíamos enxergá-las como aspectos diferentes da mesma Entidade? 
Deva Layo: Ísis possui uma origem diferente, mas podemos vê-las como habitantes do mesmo Espectro Feminino Universal, porém não como a mesma “entidade”, pois possuem características e em alguns casos, temperamentos bastante diferenciados em suas “experiências humanas”, no caso de terem escolhido um organismo biológico com características humanas avançadas; ou em suas “experiências com humanos”, no caso de se tratar de seres ultraterrestres que não necessitam de organismos biológicos para se manifestar. 
A Consciência pode escolher qualquer uma destas experiências simultaneamente numa infinidade de possibilidades – a depender de sua capacidade. Quanto à “face” mais próxima de Lilith, sabemos que Kali e Lalita são provenientes do mesmo contexto monádico, embora sejam manifestações diferentes da mesma Consciência – lembremos da história dos espelhos e fractais. 
Em relação à forma das representações aladas, a Consciência por vezes escolhe manifestar-se de acordo com o material disponível dentro do imaginário humano – o inconsciente coletivo em seu campo mórfico – para fazer-Se manifesta e reconhecida, tal como a irradiação de luz de muitos seres que entre nós ficaram conhecidos como “anjos”, sem serem, contudo, biologicamente alados, mas apenas seres constituídos de fótons, cuja emanação se assemelhava a asas aos olhos destreinados de nossos ancestrais. 
Sol Rhui: dentre as atribuições mais densas referentes à Lilith em alguns sistemas mágicos como na Cabala, na qual ela é vista como a regente da Qlipha de Gamaliel e a Senhora dos Lilim ou Íncubus e Súcubus, poderíamos dizer que são apenas desdobramentos de uma mesma Entidade em polaridades diferentes (com relação ao aspecto Divino de Lilith) ou se tratam de duas Liliths? 
Deva Layo: é preciso compreender o conceito de <<Espectro de Consciência>> abordado anteriormente. Considerando que a Lilith mesopotâmica foi politicamente articulada, podemos compreender que não se trata de um mesmo Ser com polaridades distintas, embora a Consciência tenha total liberdade para escolher qualquer experiência sem ser abordada pelo _karma_. Trata-se de uma personagem caricaturada do feminino que foi aproveitada para manipular a humanidade por uma miríade de seres que aqui chegaram para aprender e se curar. Logo, <<trata-se de duas Liliths>>. 
Um é Ser de alta envergadura que se fractalizou nas dimensões abaixo de Si para experimentar-Se, conforme explicamos anteriormente. O outro, é um ser feminino e metamorfo de origem draconiana (proveniente de uma experiência genética racial de natureza galáctica), que aproveitou-se das experiências humanas, junto aos de sua raça e afins, para governar em diversas etapas evolutivas da humanidade, quando o Projeto Terra passava por processos ascensionários anteriores, mais especificamente no período de transição da terceira (Lemúria) para a quarta raça (Atlântida). 
Por essa razão, esta Lilith, possui alto débito com a humanidade e em nossa linha de realidade espaço-temporal, está em vias de alinhamento. Assim, ela não é “menos importante” do ponto de vista evolutivo e tem auxiliado no despertar de milhares mulheres e descendentes diretas e indiretas suas, que estão encarnadas e esquecidas de si mesmas aqui na Terra.

Sol Rhui: qual é a relação entre a Deusa Lilith e a Lei da Liberdade? 
Deva Layo: as Leis são <<seres divinos adimensionais>> e sem forma como as conhecemos, geralmente se manifestam de forma alada ou como rostos gigantes, às vezes apenas em forma de luzes ou silhuetas humanas se assim desejarem. Uma outra maneira de entende-Las é tê-Las como seres “arquiangelicais” – é o termo que mais se aproxima, pois representam Potências – que habitam o 6º Plano de Consciência. Elas existem para organizar a vida e tudo o que existe. 
A Consciência de Lilith (e de outros seres ultraterrestres ou seres divinos adimensionais) permeia em parte o Plano Monádico das Leis. Sabemos que Ela criou Espelhos de Si Mesma no 5º Plano, porque uma Mônada “não desce inteira” do 6º Plano, isso não faz parte de Seu _modus operandi_, mas Ela pode fractalizar-se. 
Lilith tem uma contraparte Sua expressa como Lei de Liberdade, daí a denominação Deusa da Liberdade ou da Consciência. Também podemos raciocinar partindo de outra perspectiva, já que estes seres interagem entre si: A Lei de Liberdade adentrando o Espectro de Consciência de Lilith para se expressar e se experimentar com as características D’Ela. Na verdade, essa teosofia não tem muita importância para Ela, não muda nada no dia a dia de nossa vida humana (cuja transformação é o que mais A interessa) – embora Ela não negue a informação. 
Independente da linha de raciocínio, o que precisamos compreender bem é que cada Espelho de Lilith projetou Sua Essência nas diversas densidades disponíveis do Universo, como na própria Terra, que <<está entre>> diversos planos, mas é mais reconhecida em seu 3º Plano de Existência, onde “pensamos” que nos encontramos. Em Seu aspecto de Lei, quando age através desta <<frequência de consciência>>, Lilith costuma se apresentar de forma bastante pragmática e reúne atributos que são reconhecidos em todas as identidades nobres e libertárias no Universo, tanto do Feminino como do Masculino. 
Sol Rhui: poderia nos falar um pouco a respeito das experiências que teve com o trabalho da energia de Lilith? Quais benefícios você notou através deste contato? 
Deva Layo: a experiência mais marcante foi, sem sombra de dúvida, a <<imersão no Tantra>>, onde Ela se revelou como Lalita. A <<libertação da necessidade de uma religião>> que me orientasse ou me controlasse foi um benefício que me assombrou muito no começo. Você não sabe o que fazer com a liberdade. 
Fica completamente perdido. Nada faz mais sentido como antes. Você perde amigos, família, credibilidade e referências. Eu queria muito pertencer a algo, sentir que fazia parte de alguma coisa, geralmente a religião nos dá isso, mas por um breve período de tempo, até nos sentirmos desanimados – se tivermos o temperamento de um questionador ele sempre nos trará o benefício da dúvida e isso mata qualquer dogma 
Bom, qual a coisa boa disso? Disso se sucedeu uma expansão de consciência gradativa que é permanente (se você se tornar um meditador, um respirador consciente), lucidez no desenvolvimento do seu sistema de sensibilidade (mediunidade e paranormalidade), desenvolvimento da empatia e do sentimento de amor (o que pode machucar no começo), o desenvolvimento dos valores humanos. 
Você começa a se preocupar com a vida na Terra, com as plantas, os animais, o ar e descobre o contato com seres que há muito nos acompanham e que vieram de estrelas distantes – e eles A respeitam porque Ela também tem frotas estelares. Você descobre que não sabe nada sobre o amor. 
Descobre que nada entende da sexualidade como veículo da consciência. Você reconhece que não está aqui para mandar em nada nem ficar rico, mas para servir ao Propósito de Alma do Plano Divino que se manifesta através de você porque não passa de um fractal de alma, e que ainda assim a vida não precisa ter um sentido específico, sequer um propósito, a não ser a própria Existência. 
Então você desconstrói significados. Você morre. Você renasce. Muitas e muitas vezes até cansar. E então você descansa, para morrer de novo e crescer. E na medida em que você cresce, amadurece, percebe que não é tão inteligente quanto pensa, mas se encoraja para compartilhar o que aprende mesmo que isso signifique se expor ao ridículo. 
Então, você percebe que já pode “mandar” em alguma coisa: na sua vida. Na verdade é um co-mando, você co-cria com o Divino de Si. Aí você vive o seu _dharma_. Antes disso você é inconsciente e governado pelo _karma_. Então, você entende que pouco conhecemos sobre a liberdade, que é uma experiência partilhada.

Sol Rhui: fale-nos sobre a importância das mulheres trabalharem o seu aspecto Lilith em uma sociedade ainda muito marcada pela desigualdade de gêneros, machismo e desinformação. É possível os homens se beneficiarem também através do contato com Lilith? 
Deva Layo: Lilith fala do ponto de vista da Consciência, e a Consciência não é homem e nem mulher. 
Para quem deseja entender Lilith como uma <<força arquetípica da psique humana>>, precisa aceitar que quando essa força é reprimida, leva às doenças da alma, à perversão, à maldade e à histeria coletiva. Falamos aqui da sexualidade, e não da atual pseudo-sexualidade, que nos escraviza ao embotecimento de nossos sentidos mais nobres. 
O ensombrecimento na Idade Média provou ser real a maldade pela repressão sexual, iniciada no início do Patriarcado como instrumento de dominação estatal, isso ainda no período politeísta da história da humanidade, muito antes da Era Cristã. O Patriarcado não aconteceu do dia para a noite como sonham as mentes infantis. Ele foi construído ao longo de milênios de nossas histórias oficiais e proibidas. 
Uma construção amarga e necessária para o avanço e amadurecimento da psique humana. O próprio enredo da lenda mais conhecida de Lilith revela o quanto foi nociva a demonização da mulher dentro da sociedade, sendo apenas um reflexo do que estaria por vir e daquilo que ainda experimentamos até hoje como humanidade. É necessário unir os trabalhos de Sagrado Feminino e Masculino ao Serviço do Sagrado Humano em nós. Chega de separações. 
Para quem deseja entender Lilith de forma mais metafísica ou teosófica, precisa iniciar alguma prática meditativa que trabalhe suas conexões pessoais com Ela. Mulheres e homens precisam aprender a trabalhar com Ela, pois encontra-Se expressa nos átomos e moléculas de nossa constituição. 
Entendamos Lilith como uma Força Primal desrepressora programada em nosso DNA. Sua energia em essência, projetada na nossa densidade, ficou conhecida como _kundaliní_, sendo um Espelho de Lilith nutrindo a vida na Terra. Portanto, é certo dizer que _kundaliní_ está no prana que respiramos – e Lilith também. Não tem como reencarnar na Terra não sendo recepcionado por Ela, sem receber o sopro D’Ela, pois Ela está em tudo o que se relaciona com nossas vidas 
Nos dois casos, o Tantra nos oferece uma saída, e existem imersões tântricas específicas que dão o sabor destes processos da consciência – porém este não é o único caminho e cada um pode descobrir o seu.


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<<Psicopompo de Lilith>> é um Serviço de revelação que oferece uma profunda conexão entre a consciência de Lilith e a nossa.  
O trabalho surgiu de um projeto de pesquisa da canalizadora e divulgadora Deva Layo que teve início em 2010. Com o tempo, os acessos à Consciência de Lilith tornaram-se mais profundos, e Ela começou um contato que visava, à priori, fornecer informações sobre quem e o que Ela realmente é, solicitando, posteriormente, um serviço de divulgação que revelasse Sua Natureza à humanidade. 
Ao aceitar o estudo e as canalizações neste serviço, o canal atendeu um pedido de Lilith para deixar de lado, ao menos neste trabalho, o seu ego literário de autora, para que as escritas ocorressem de forma mais fluente, sem as distorções que os filtros das crenças pessoais geralmente criam. Assim, o lançamento deste serviço de revelação não seria comprometido se o canal humano se identificasse apenas como um psicopompo entre muitos - sabendo o mesmo, não ser o único a canalizar as ideias de Lilith na rede planetária.  
A <<Coleção O Legado de Lilith>> disponível na Amazon e no Clube de Autores, é assim, um serviço de revelação que oferece uma profunda investigação sobre a manifestação da consciência, da experiência e da existência de Lilith entre nós. Lilith tem um trabalho de libertação e expansão da consciência junto à humanidade e o objetivo final das reflexões que Ela nos traz é conduzir-nos de volta para Casa, preparando-nos para o Novo Mundo.

Deva Layo é Condutora de Percepções & Terapeuta Integrativa. Empata psíquica, contatada & sensitiva com vasta formação no segmento holístico: Terapeuta Tântrica, ReikiMaster, ThetaHealer e Renascedora com formação em Dança para Educação Somática. Conduz círculos e encontros voltados para o desenvolvimento humano. 
Atua como professora & consultora / oráculo & conselheira metafísica / psicoterapeuta holística & analista junguiana. É também autora independente & compartilha experiências pela expansão da consciência planetária.  
Obras disponíveis na Amazon: https://www.amazon.com/Deva-Layo/e/B01M69LIPM
AULAS, SATSANGS & PALESTRAS: (contatos para trabalho somente)
WhatsApp: (11) 9-5430-2933 | E-mail: devalayo@gmail.com



Deva Layo & Sol Rhui


























































































terça-feira, 18 de dezembro de 2018

ENTREVISTA COM TOM LUIS SOBRE O SAGRADO MASCULINO



Sol Rhui: de acordo com os seus estudos, pesquisas e conhecimentos, poderia nos definir o que é o Sagrado Masculino?

Tom Luis: O Sagrado Masculino é uma filosofia de vida e uma força motriz de transformação. É uma interpretação para os mistérios da psique masculina e a forma de transformar conceitos negativos. É o resgate do antigo poder masculino, um poder não violento e que não subjuga as mulheres. 

Sol Rhui: de acordo com as suas vivências, poderia falar um pouco do impacto e da transformação que experimentou através da prática do Sagrado Masculino?

Tom Luis: expressar meus sentimentos para com as pessoas, essa foi a maior transformação! Pois quando eu me abri e mostrei minha fragilidade e o meu amor, todos os outros aspectos negativos da minha mente foram trabalhados no dia a dia.

Sol Rhui: as técnicas mágicas no Sagrado Masculino são preponderantemente cerimoniais e devocionais, místicas e meditativas ou um conjunto disso tudo?

Tom Luis: Isso dependendo do grupo. existem grupos que focam muito no cerimonial (como é o caso das práticas Wiccanianas de Sagrado Masculino) e grupos focados mais em técnicas meditativas e de trabalho corporal (espiritualistas com um foco no oriente).dentro do trabalho que desenvolvemos na Tribo Amar tentamos unir todos os aspectos em busca da plenitude.

Sol Rhui: dentro das práticas do Sagrado Masculino se celebram os rituais sazonais? Caso sim qual a importância que isto tem neste contexto?

Tom Luis: Como o Sagrado Masculino não é uma religião e nem tem um sistema religioso por trás dos seus estudos isso vai variar de cada homem. 

Nos estudos e trabalhos que faço sim, o homem celebra os ritos sazonais! Esses ritos de passagem marcam aspectos internos e externos da humanidade e o homem pode usar a natureza externa também para o autoconhecimento. Trabalhamos esses ritos com o intuito de nos conectar com a terra e entender nossos próprios ciclos.

Sol Rhui: dentro do desenvolvimento proposto pelo Sagrado Masculino é dada uma ênfase no trabalho com os chacras masculinos ou com todos em conjunto?

Tom Luis: Dentro do trabalho que desenvolvemos nós movimentamos todos os chakras em conjunto, mas novamente, isso varia de acordo com cada prática, cada grupo e cada homem de forma individual. 

Sol Rhui: tendo feito uma leitura de um livro acerca do Sagrado Feminino, percebi que os rituais visam basicamente reconectar a mulher com a Lua e a Terra, podemos dizer por analogia que no Sagrado Masculino é necessário estabelecer uma conexão semelhante com o Sol?

Tom Luis: dentro da minha prática e estudo com o Sagrado Masculino é necessário estabelecer essa conexão, para resgatar os princípios verdadeiramente masculinos e não o molde de masculino como a sociedade criou. É importante conhecer os ciclos masculinos de Nascimento, Vida e Morte e esses conceitos estão na jornada do Sol diária, Mensal e Anual. Através da conexão e observação desse astro podemos compreender mais sobre nossa essência masculina. 

Sol Rhui: em algumas mitologias é possível encontrar Deuses masculinos porém lunares, como Thoth, Mani e Chandra, bem como Deusas solares como Sunna e Amaterasu. Com base nestes arquétipos você acha possível que haja homens com maior conexão com a energia Yin e com a Lua ao passo que haja mulheres com maior conexão com a sua energia Yang e com o Sol?

Tom Luis: sim, existem pessoas como uma forte predominância para a energia oposta ao que nasce ou se identifica (como o caso de pessoas trans). Durante toda a história nós também conhecemos homens mais sensíveis, assim como conhecemos grandes guerreiras e conquistadoras que lutaram contra o sistema vigente. É extremamente possível e comum! 

Sol Rhui: A figura masculina das Divindades dentro do Sagrado Masculino é encarada sob que forma: teísta, ou seja, seres reais e personificados ou arquetípica, um conjunto de conceitos, ideias e atributos vivificadas pelo inconsciente coletivo?

Esse é outro assunto que também vai variar de acordo com cada grupo, existem grupos de estudos do masculino que sequer usam o conceito das divindades masculinas. Na Tribo Amar nós usamos ambos os conceitos, somos teístas até certo ponto e usamos as idéias arquetípicas para compreender o teísmo.

Sol Rhui: dentro da visão psicológica de Carl Jung, o homem guarda em si um aspecto feminino chamado Anima, resultante do conjunto de experiências dadas pela interação com as mulheres bem como sobre os conceitos formulados a respeito delas. Como os homens no Sagrado Masculino lidam com esta Anima?

Tom Luis: no início da jornada em busca do Sagrado Masculino nos deparamos com o primeiro obstáculo, aceitar as emoções, campo que é regido totalmente pela Anima e a partir daí se da o ponto de partida do trabalho do masculino, então posso dizer que a maior parte dos homens tem uma forte experiência de contato e amor com sua Anima, pois sem um feminino interno curado, não existem masculino curado. 

Sol Rhui: qual é a visão do Sagrado Masculino a respeito da sexualidade diversa da heterossexualidade?

Tom Luis: ser homem não define tua sexualidade, ou seja, trabalhar com o Sagrado Masculino não te obrigará a amar algo ou alguém que você não deseja! Existem inúmeros gays e bissexuais trabalhando seu Sagrado Masculino. Buscar esse autoconhecimento é necessário e não depende de condição sexual, seja livre para seguir o Sagrado Masculino e principalmente para amar. 

Tom Luis é praticante de xamanismo, oraculista e condutor de círculo de homens. Através das terapias xamânicas e holísticas como fitoterapia, aromaterapia e cromoterapia busca o equilíbrio do ser. Iniciou sua caminhada espiritual através do misticismo judaico-cristão na Kabbalah e teosofia, após isso passou por algumas filosofias, religiões e escolas iniciáticas, mas se encontrou no caminho vermelho onde trabalha o resgate do poder e da sabedoria de seus ancestrais. É facilitado de diversos cursos, workshops e vivências sobre magia e espiritualidade em geral e desenvolve com a sua esposa Débora Aguilar um trabalho de cura com casais. Site: www.triboamar.com.br; Blog: https://triboamar.wordpres. Instagram: @triboamar.



Tom Luis & Sol Rhui

TOLKIEN MAPA NATAL

Dados para o cálculo do mapa: Nome: John Ronald Reuel Tolkien Data de Nascimento: 03/01/1892 Hora de Nascimento: 22:00 Cidade...