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quinta-feira, 20 de junho de 2019

XADREZ E MEDITAÇÃO - SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS



Vejamos na seguinte tabela comparativa as semelhanças entre o xadrez e a meditação, bem como as suas particularidades:


                                           Imagem de Marie Sjödin por Pixabay 


Xadrez
Xadrez & Meditação
Meditação
Desenvolve a capacidade de tomar decisões, estimulando uma postura independente
Aumentam a criatividade
Aumenta a inspiração, estimulando uma postura motivada e motivadora
Desenvolve o pensamento crítico, estimulando a liberdade de opinião
Aumentam a concentração
Desenvolve a intuição e estimula a agir com sabedoria
Desenvolve a capacidade de analisar as consequências
Aumentam a autoconfiança
Reduz o estresse, auxilia no combate à depressão e aumenta a sensação de bem estar
Desenvolve a virtude da paciência
Aumentam a disciplina
Produz um efeito calmante e relaxante

Melhora o QI
Estimulam tanto o lado direito como o lado esquerdo do cérebro
Melhora o QE
Melhora a Memória
Desenvolvem a força de vontade
Auxilia aliviar tensões e dores físicas
Melhora a aprendizagem em geral como a de matemática e de idiomas
Desenvolvem a atenção
Auxilia no autoconhecimento
Aumenta a velocidade do pensamento
Estimulam a imaginação e a visualização
Traz equilíbrio emocional
Previne doenças como Alzheimer e Demência
Auxiliam na aquisição de (auto)conhecimento e sabedoria
Aumenta a imunidade
Acelera a recuperação de AVC
Ambos em geral trazem benefícios à nossa saúde física, emocional e mental
Combate insônia e a ansiedade
Melhora a capacidade de resolver problemas
Ambos são exercícios mentais que estimulam, desenvolvem e ampliam as nossas faculdades mentais e emocionais.
Auxilia a se centrar no momento presente, ajudando a sentir paz interior
Desenvolve a inteligência verbal, melhorando nossas habilidades comunicativas, além de desenvolver o senso de respeito
Ambos desenvolvem ao seu modo a inteligência social, auxiliando em nossas interações e convivências diárias.
Desenvolve a inteligência emocional, melhorando as nossas relações interpessoais, estimulando a compreensão, o entendimento e a empatia
Amplia a capacidade de antecipação dos fatos através da dedução lógica
Ambos nos ajudam no planejamento de nossas vidas, desenvolvendo e estimulando as habilidades mentais necessárias para isto
Amplia a capacidade de pressentimento através do estímulo da capacidade intuitiva




                                           Imagem de Gerd Altmann por Pixabay 


A palavra meditar interessantemente compartilha a mesma raiz que a palavra medicar (MED) do latim "medere": curar (PERISSÉ, 2012). Quando analisamos a prática da meditação e do xadrez ambos parecem auxiliar cada um a sua maneira em nosso equilíbrio e bem estar como um todo.

Segundo o dicionário Aurélio online, meditar significa dentre outras coisas: "considerar, pensar sobre, e refletir".

Além disso tanto uma prática como a outra partem de um mesmo princípio: o foco da atenção para o desenvolvimento da concentração. É certo que o xadrez o faz através do estímulo do fluxo de pensamentos, enquanto a meditação promove o foco da maneira oposta, isto é, através do relaxamento e da diminuição do fluxo de pensamentos. Porém de um jeito ou de outro ambos alcançam um mesmo objetivo: a concentração.

Por acaso seria o xadrez um tipo de meditação? Deixo esta pergunta para os meus leitores meditarem e responderem por si só, exercitando o pensamento crítico diante das informações que cataloguei aqui.

Mas independente da resposta, o que podemos dizer é que ambos são exercícios mentais (talvez os mais práticos e eficientes), que estimulam a nossa atividade cerebral como um todo (tanto do seu lado direito como o lado esquerdo), e trazem vários benefícios para o nosso bem estar em geral. O xadrez entretanto foca mais no desenvolvimento da mente concreta, enquanto a meditação enfoca o desenvolvimento da mente abstrata.

Resumidamente a mente concreta é um conceito esotérico que se refere ao pensamento lógico-verbal, isto é a mente racional, ligada ao Anahata Chakra (centro cardíaco) enquanto a mente abstrata está relacionada à pensamento simbólico, ou seja, a mente criativa e intuitiva, e está ligada ao Vishuddha Chakra (centro laríngeo).

Muitos defendem o uso puro da razão, alguns ao ponto de se preocupar apenas com o que pode ser experimentado empiricamente e comprovado, enquanto outros defendem o desenvolvimento da intuição e enxergam a razão como a causa da dualidade, já que ela possibilita o nosso livre-arbítrio ou livre escolha, que pode ser orientada tanto para o "bem" como para o "mal" (a semente da Serpente), e por isso, deveria ser submetida à intuição (a Voz Interior ou Eu Superir; o Eu Divino ou Cristo Interno).

E se pudéssemos cultivar as duas coisas em harmonia, já que temos o potencial tanto de um como de outro, e além do potencial, as ferramentas que nos possibilitam desenvolvê-lo? É certo que evolutivamente falando, já chegamos a um determinado desenvolvimento da mente concreta e agora precisamos cultivar a mente abstrata, mas para isto seria preciso anular a mente concreta? Poderíamos escolher ouvir a intuição? Poderíamos intuir a escolha certa? Fica a dúvida para se refletir, pensar e meditar.

Sol Rhui


Fontes: http://palavraseorigens.blogspot.com/2012/06/coincidencias-e-incoincidencias.html
https://dicionariodoaurelio.com/meditar
https://professoratila.com.br/aulas-de-xadrez/22-brilhantes-motivos-para-jogar-xadrez-voce-nao-pode-ignorar-o-8
https://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2013/09/17/3534-meditacao

domingo, 17 de fevereiro de 2019

AS 5 LIÇÕES DO XADREZ




Através dos meus estudos e práticas sobre o xadrez escolhi cinco lições básicas que ele propõe para quem é seu praticante:


  1. aprender com os erros
  2. aprender que tudo tem o seu tempo
  3. aprender a pensar e depois agir
  4. aprender a agir com harmonia
  5. aprender a observar

Aprender com os erros: você se torna consciente que há momentos em que pode falhar, executando um lance mau feito, mas que apesar de não poder voltar atrás, você pode compensar a falha fazendo diferente numa próxima jogada, esforçando-se para dar o melhor de si.

Da mesma forma no jogo tanto é possível ganhar ou perder, o que depende também do esforço do jogador, mas caso este venha a perder, adquiriu mais experiências que podem lhe ajudar a vencer no futuro, através do conhecimento dos seus pontos a melhorar.

Da mesma forma na vida somos sujeitos a cometermos falhas e equívocos, mas temos a oportunidade de recomeçar e de se esforçar para compensar os erros do passado, apesar de não podermos voltar no tempo. De igual forma as perdas e os insucessos sempre tem uma lição a nos dar.

Aprender que tudo tem o seu tempo: no jogo do xadrez cada jogador tem a sua vez para executar um único lance. Isto nos ensina a termos  mais paciência e aguardar o melhor momento para agir, além de aproveitar o máximo as oportunidades de ação que possuímos.

Aprender a pensar e depois agir: eu poderia dizer que o xadrez ensina a pensar antes de agir, o que também é verdadeiro, mas ele vai mais além, pois além de precisarmos refletir sobre o que nós vamos fazer no próximo lance precisamos decidir o que é melhor e agir consecutivamente.

Assim o jogo mental mostra que não é suficiente pensarmos bem no que fazer, mas também a tomarmos uma atitude prática diante de cada situação, assim ele ensina a transformar a reflexividade em atividade.

Aprender a agir com harmonia: no jogo do xadrez há diversas regras, assim cada peça possui uma série de movimentos particulares por isso o jogador tem que está ciente de cada regra do jogo além das múltiplas possibilidades de combinações de movimentos e jogadas, nas quais as peças podem dar cobertura uma às outras agindo de maneira coletiva.

Isto pode nos trazer a lição de que devemos conhecer os princípios que ordenam o Universo e as nossas vidas para agirmos de forma mais equilibrada, além de nos conscientizarmos do efeito dominó que uma certa postura pode acarretar, já que da mesma forma que no jogo tudo na vida está interligado.

Aprender a observar: Esta é uma lição chave no jogo de xadrez, pois muitas vezes o que decide quem terá vantagem no jogo não é o conhecimento teórico ou outro tipo de vantagem do jogador, mas o simples fato de este prestar mais atenção e por meio da concentração conseguir observar melhor o tabuleiro, para escolher qual será a melhor jogada e o que o seu adversário está planejando.

Portanto o xadrez ensina a importância indispensável da observação tanto exterior como interior (autoconhecimento) para que se obtenha sucesso nas nossas escolhas, planos e decisões, já que não podemos produzir nada às cegas, mas devemos levar em consideração o entorno e o contexto para nos preparar melhor e basear os nossos pensamentos e planos.

Estas foram cinco lições fundamentais que o jogo do xadrez disponibiliza para quem decide estudá-lo e praticá-lo no seu dia a dia. As lições porém não param por aí, pois a cada dia podemos aprender algo novo com o auxílio deste jogo. Quer descobrir mais? Boas Práticas!

Sol Rhui


  

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O XADREZ, O PODER PESSOAL E O MAGNETISMO PESSOAL - G




Primeiramente vamos entender as diferenças básicas entre os termos Poder pessoal e Magnetismo Pessoal que por serem tão semelhantes, aparentam significar a mesma coisa, mas que percebi baseado em diversas pesquisas, guardam características diferentes.

O Poder Pessoal ao contrário da primeira impressão possa causar, não tem a ver com o poder que você exerce sobre as outras pessoas, mas é o poder que você tem sobre si mesmo. Este poder surge através da autoanálise e do pensamento crítico (livre da influência da opinião de terceiros), bem como da capacidade tomar decisões e de se sentir responsável pelas suas próprias escolhas. Assim o Poder Pessoal se relaciona diretamente com a Inteligência Intrapessoal.

Já o Magnetismo Pessoal é a capacidade que uma pessoa tem de construir bons relacionamentos interpessoais, tendo facilidade em conquistar novas amizades, despertando o interesse e admiração de outras pessoas. Desta forma o Magnetismo Pessoal está diretamente ligado com a Inteligência Social ou Interpessoal.

Então você me pergunta, o que isto tudo tem a ver com a prática do xadrez? Tudo! Através da prática deste jogo é possível desenvolvermos a nossa inteligência lógico-matemática, que resulta numa maior clareza mental e no desenvolvimento do nosso pensamento crítico, indispensáveis para a aquisição do Poder Pessoal.

Assim é possível planejarmos melhor a nossa vida, baseando-nos em escolhas racionais, já que a prática do xadrez aprimora a nossa capacidade de tomar decisões, além de nos conscientizar da nossa responsabilidade diante delas, pois numa partida de xadrez precisamos constantemente escolher qual é a melhor jogada e não podemos culpar os outros por um mau lance. Por isso tendo nossa própria opinião diminuímos a influência alheia sobre nós, aumentando o nosso Domínio Próprio e Autonomia.

O jogo do xadrez exige muito Autocontrole (por exemplo uma peça tocada deverá ser jogada), habilidade de Resolução de problemas (inclusive problemas nos relacionamentos) e é marcado pela busca por Autodesenvolvimento, que são outras palavras-chave para o Poder Pessoal, além de gerar mais Autoconfiança, que é a base do Poder Interior.

Com a prática do xadrez é natural que desenvolvamos uma série de inteligências, como lógica, a verbal etc. O resultado disso é que amplia a nossa capacidade de despertar o interesse de outras pessoas, tanto pela Inteligência como pela Criatividade que são estimuladas pela prática deste excelente jogo. Inteligência e Criatividade são portanto fundamentais na hora de interagir com pessoas, bem como trabalhar em equipe.

O Jogo da Mente também nos ajuda a desenvolver uma atitude respeitosa e uma postura educada, com as quais podemos igualmente conseguir o respeito dos outros, além de nos tornar mais calmos e equilibrados, o que pode contribuir para que a nossa presença seja mais agradável aos demais. A melhor influência que podemos exercer sobre os demais é a que nasce do nosso comportamento.

Como o xadrez também desenvolve a nossa Inteligência Verbal, isto é, as nossas habilidades comunicativas, isto pode auxiliar grandemente nas nossas relações interpessoais conferindo mais sociabilidade e capacidade de convencimento. 

Além disso, se considerarmos a Autoestima e Autoconfiança (é dando mais confiança a si mesmo que nos tornamos confiáveis aos outros) desenvolvidas pelo enxadrista, além da capacidade de Concentração, Atenção e Observação (que são indispensáveis para a comunicação não verbal e a percepção empática do outro) e também a liberdade de escolha e de pensamento conferidas pelo jogo, não restam dúvidas da relação que existe entre a prática deste Jogo Mental e o Magnetismo Pessoal. Experimente na prática adicionar o xadrez no seu desenvolvimento pessoal!

Sol Rhui


sábado, 9 de fevereiro de 2019

O SIMBOLISMO MÍSTICO DO XADREZ




A primeira coisa que nos salta à vista quando olhamos para um tabuleiro de xadrez é o contraste de cores nos quadrados e nas peças (que podem variar dependendo do tabuleiro entre branco e preto, amarelo e verde etc). Qual seria o significado mais místico deste contraste?

Comecei por esta característica por ser a mais notória e a mais elementar do jogo de xadrez: a polaridade ou dualidade. O contraste de cores dos quadrados e peças no tabuleiro de xadrez nos remete a manifestação dual de todas as coisas no Universo, tal como no taoísmo encontramos o princípio das duas forças distintas e complementares (a Yin e a Yang) bem como o princípio hermético da polaridade.

Isso não vem só representar a existência desta dualidade como a necessidade dela mesma no processo evolutivo do Universo. Dessa forma para que a vitória no jogo seja alcançada é necessário que duas "forças" opostas entrem em atrito, da mesma forma para que a evolução ocorra é necessário o contraste entre a polaridade Yang e a polaridade Yin.

Outra coisa interessante de observamos é que o xadrez é basicamente um jogo de movimento, o que já pode nos dar várias lições como de que tudo no Universo está em constante movimento e transformação (No Budismo isto se chama de Anicca - Impermanência, uma das três qualidades do Universo) e que para que possamos estar em harmonia com o Universo devemos acompanhar esta movimentação nos transformando e evoluindo (que nada mais é do que passar de um estado para outro).

O tabuleiro igualmente é divido em seções de oito casas verticais e horizontais, o que também revela o simbolismo muito profundo, tal como o Caminho Óctuplo Budista, os oito Sabbats pagãos (os ciclos da Natureza),  e interessante que no Lunividencia o oito é o número da Serpente, símbolo da Sabedoria, do Conhecimento e da Regeneração. Na Astrologia o oito é o número da casa de Escorpião, mais uma vez remetendo a ideia de transformação e do renascimento (o ciclo de Samsara).

Na árvore da vida por sua vez o oito é o número da Séfira de Hod (Esplendor), diretamente ligada ao planeta Mercúrio, que representa conhecimento, racionalidade e comunicação, características muito pertinentes ao jogo da mente, já que este estimula o desenvolvimento da inteligência lógico-matemática e verbal.

A base quadrangular do tabuleiro é grandemente enfatizada, evocando também o extenso simbolismo do número quatro: os quatro elementos, as quatro fases da Lua, os quatro pilares da magia, os quatro planos básicos de existência (físico, emocional, mental e espiritual), as quatro estações do ano, as quatro eras do mundo ou Yugas, as quatro Nobres Verdades. Além disso o número quatro evoca as idéias de estabilidade, firmeza e praticidade.

Portanto cada peça do xadrez nos pode ensinar uma lição, já que todas elas se movimentam em conjunto para atingir um mesmo objetivo, que é dar xeque-mate no rei adversário. Só o fato de elas atuarem em conjunto e coordenadamente nos mostra simbolicamente a interconexão que existe entre todas as coisas e a necessidades de transpor a consciência egoísta para a Consciência Universal.

O adversário é o representante do nosso ego que precisa ser transcendido, observe que o rei não é capturado mas é cercado e imobilizado pelas peças adversárias, o que significa que a nossa individualidade não deve ser literalmente destruída, mas se tornar consciente de que ela faz parte de um todo maior. Assim o rei adversário (o nosso ego) é imobilizado e o nosso ego "morre", para renascer como Consciência Universal.

O Rei também nos tem a ensinar que para alcançarmos a vitória é necessário Prudência e Paciência, por isso o rei só se movimenta quando necessário e não tem pressa em se deslocar, já que só anda uma casa de cada vez. O rei não é uma peça atacante por natureza, o que nos mostra a necessidade de quietude interior e de primar pela Paz e pela Harmonia.

A Dama é uma peça bastante expansiva que no jogo pode assumir os mais variados movimentos (só não executa o movimento do cavalo) e nos deixa a lição de que para vencermos é preciso de Adaptação também às situações e aprender com os outros. Deixa a lição também que por mais habilidosos que sejamos, não é possível termos todos os dons (como lhe falta o movimento do cavalo). Como ela se desloca para as oito direções, ela nos inspira a buscarmos o Crescimento  pessoal e a Expansão dos nossos horizontes

A Torre por já ser um símbolo de Observação nos deixa a lição de que devemos prestar Atenção em tudo e em todos à nossa volta para podermos alcançar o Entendimento, pois Conhecimento é apenas informação se não for entendido. A Observação e a Atenção é a base da sabedoria. Ela nos ensina também a protegermos aquilo que é mais importante para nós (por isso no início do jogo elas ficam estrategicamente guardando  o território do rei e mal se deslocam inicialmente).

O Bispo é o símbolo da Fé sem a qual é impossível alcançar qualquer objetivo e como este apesar de percorrer grandes distâncias no tabuleiro só conseguirem agir na metade dos quadrados do jogo (de apenas uma coloração) nos dá uma lição de Persistência e de Autoconfiança de que apesar das suas limitações, pode contribuir para a equipe de peças atingir a vitória.

O Cavalo é  o símbolo da Força e da Liberdade, pois só com Força de Vontade para superar todos os obstáculos (O cavalo é a única peça capaz de pular outras) é que podemos realmente atingir a libertação que almejamos. 

O Peão é o símbolo da Coragem e da Humildade (ele é a mais baixa das peças e a que tem os movimentos mais limitados), apesar do seu pequeno poder de movimento, o Peão é geralmente primeiro a se mover (às vezes o Cavalo se move primeiro) e sempre se move para frente sem nunca retroceder. A recompensa do Peão que cruza todo tabuleiro (o que é bem difícil) é se tornar na peça maior que ele quiser. Assim ele nos ensina a não desistir dos nossos sonhos e a seguir em frente, "dizendo" que é possível se tornar aquilo que desejamos.

É interessante notar que no xadrez nenhuma peça se move para o seu próprio interesse, ou as peças se movem para defender o seu rei ou no caso do rei, para defender os seus "súditos". Todas estão em sincronia com um objetivo comum desprovido de interesses egoístas.

E o xeque-mate ou a vitória no jogo, se considerarmos o rei como o simbolismo do nosso ego, consiste na própria Iluminação, ou na transcendência do próprio ego e da dualidade, entendendo que para que houvesse a Vitória, foi necessário o embate entre as polaridades aparentemente opostas. Faz parte também da anulação da dualidade dizer que não existe perdedores neste jogo, pois até aquele que é supostamente derrotado aprendeu a lição e adquiriu conhecimento. Vale à pena praticar a nobre arte do xadrez e aprender cada vez mais da filosofia profunda que este jogo encerra!

Sol Rhui

O XADREZ E A MAGIA




Muito se fala sobre os diversos benefícios que a prática do xadrez possibilita, sobretudo como ferramenta facilitadora da aprendizagem, visto que este é conhecido por ser o jogo dos intelectuais, que dentre os resultados mais notáveis com relação ao seu fomento da inteligência, temos o aumento da velocidade do pensamento, a melhora do QI, a melhora da comunicação e o aprendizado de uma nova língua, pois uma das várias inteligências desenvolvidas pelo xadrez é a inteligência verbal.

Há estudos que propõem que o o jogo de xadrez também é excelente para a nossa saúde mental, podendo até prevenir doenças como Alzheimer e demência, devido a sua capacidade de exercitar o nosso cérebro. Mas será que os benefícios do xadrez só podem ser aplicados restritamente ao desenvolvimento intelectual e à manutenção do nosso equilíbrio mental?

É importante levar em consideração que pretender ser um mago é mais do que simplesmente desenvolver faculdades parapsíquicas, porque faz parte também da magia o cultivo da sabedoria e das virtudes, sem as quais o poder seria empregado inconsequentemente e o resultado seria daninho tanto para os outros como para quem fizesse o mal uso de suas habilidades.

Existem alguns benefícios muito interessantes que a prática do jogo da mente nos concede: respeito, poder de análise das consequências e responsabilidade por nossos próprios atos. Em outras palavras, poderíamos deduzir que adquirimos mais consciência, podendo conhecer e respeitar melhor as leis universais e até da convivência humana, pensarmos e refletirmos antes de tomarmos uma atitude equivocada, e caso a tomarmos, não culparmos a outrem pelos nossas próprias falhas.

Existem muitas práticas de mantralização, de auto-sugestão e de meditação que tem como o objetivo a ampliação da consciência e o desenvolvimento das virtudes. Na minha compreensão o xadrez figuraria entre os diversos métodos possíveis para atingir este mesmo objetivo.

Quem não já ouviu falar sobre os quatro pilares da magia: querer, saber, ousar e calar? E o mais curioso: quem já imaginou que jogar xadrez pode te exercitar nestes quatro pilares? Umas das coisas que a prática deste jogo desenvolve é a concentração, melhora na aprendizagem, melhor desempenho na tomada das decisões e capacidade de pensar mais e falar menos!

Portanto, não podemos ter vontade se não pudermos nos concentrar em nossos objetivos, elegendo o que é vital, focando e direcionando os nossos esforços em prol de algo. Semelhantemente, com mais consciência e com  mais maturidade intelectual se torna mais fácil o estudo (das coisas e de si), o que é potencializado pelo desenvolvimento da atenção que é aprimorada nas partidas de xadrez. E quanto ao ousar, um dos seus significados é se arriscar, se decidir, que é o que fazemos nas jogadas sempre entrando sabendo que podemos vencer ou perder e sempre decidindo qual é a melhor estratégia.

Ademais, a prática do xadrez ainda fortalece a nossa criatividade e imaginação, além de aguçar a nossa inteligência espacial, e bem sabemos quão precioso é o poder da meditação criativa e da imaginação em rituais cerimoniais para obtermos o que desejamos e nos comunicarmos no plano mental com as inteligências extra-físicas. O jogo mental por excelência também aumenta a nossa autoconfiança, a nossa fé em nós mesmos, sem a qual nem os milagres podem acontecer (vide os quatro evangelhos bíblicos).

O xadrez nos ensina a virtude da paciência e a vontade de vencer, e esta pode ser direcionada para superarmos tanto os obstáculos que a vida nos interpõe como os obstáculos que nós mesmos nos interpomos. Além disso, ele nos ensina que na verdade nunca perdemos, mas sempre ganhamos sabedoria, portanto o xadrez é definitivamente mágico e vale à pena experimentar!

Sol Rhui


TOLKIEN MAPA NATAL

Dados para o cálculo do mapa: Nome: John Ronald Reuel Tolkien Data de Nascimento: 03/01/1892 Hora de Nascimento: 22:00 Cidade...