segunda-feira, 4 de março de 2019

ENTREVISTA CONCEDIDA A DANIEL OLIVERPE POR SOL RHUI


1)      Sol Rhui: poderia nos falar um pouco sobre o seu livro Pergaminhos?

Daniel Oliverpe: Tenho um carinho especial por “Pergaminhos” (Editora Multifoco, 2012), não apenas por ser o primeiro livro que lancei em formato físico mas pelo que ele representa. Eu o lancei quando estava com 31 anos (hoje estou com 38) e, na época, fazia uns 5 ou 6 anos que eu havia começado a estudar Ocultismo. Antes de lançá-lo como livro eu havia postado todas as poesias que o compõe em um blog, meu primeiro blog que hoje já não existe mais pois o deletei quando lancei “Pergaminhos” como livro físico. A proposta de “Pergaminhos” era ser uma espécie de Arca onde eu depositaria um pouco de cada coisa que aprendi até então estudando Ocultismo e assuntos afins. Desta forma, em “Pergaminhos” eu apresentaria, de forma introdutória, algum conhecimento, sendo um conhecimento diferente a cada texto, no formato de poesia, e cada poesia apresentando um personagem diferente para ilustrar o conhecimento que eu queria de passar; estes personagens seriam deuses, xamãs, anjos, pretos-velhos, autores, magos, mitos, arquétipos e até mesmo Jesus Cristo, dentre outros; e, através destes “personagens”, eu contava histórias, e eles mesmos tinham vozes em cada uma destas poesias. Assim, eu busquei condensar em “Pergaminhos”, o máximo de conhecimento que eu pudesse em poesias que fossem as mais curtas possíveis de uma forma que a história não fosse comprometida. Cada poesia de “Pergaminhos” funciona em separado como uma história fechada por assim dizer, mas, se você ler do começo ao fim, terá uma história completa com começo, meio e fim ao longo das 23 poesias que o compõe. O livro é repleto de easter eggs, você pode ficar caçando as referências durante o livro todo, tudo funcionando como uma forma de divulgar algum conhecimento, seja nas homenagens que faço, no porque de cada coisa estar lá, até mesmo a quantidade de poesias (23), portanto divirta-se caçando cada coisa no livro (risos), pois cada coisa tem um motivo para estar lá. Posso destacar algumas coisas para aguçar a curiosidade daquele ou daquela que nos lê aqui: há um confronto entre o deus da Guerra Ares e Sun Tzu, autor de A Arte da Guerra, comandando um exército de Shinigamis (que são deuses da Morte); e há também um encontro entre Allan Kardec e Aleister Crowley no Umbral; destaco também os personagens principais da trama que são Hermes, como deus da Ordem, e Éris, como deusa do Caos. Basicamente, sobre a trama de “Pergaminhos”, há algo grandioso acontecendo, e este algo pode destruir todo o universo, cabendo aos heróis da história enfrentar esta ameaça. Mas acho que já falei demais até aqui (risos), convido a todos a lerem este meu pequeno grande livro [vamos lá, leiam, tem 70 páginas apenas (risos)]. Em meu blog estão algumas ilustrações que fiz baseadas neste meu livro, convido a todos também a conferirem estes desenhos, deixo aqui o link: https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/2019/02/pergaminhos-ilustrados.html .

2)       Sol Rhui: Por que você escolheu o nome “Pergaminhos” para a sua obra?

Daniel Oliverpe: Se eu contar o porque de se chamar “Pergaminhos” eu entrego o final da história (risos). Mas posso dizer que também é “Pergaminhos” porque cada poesia funciona como se fosse isso mesmo, um pergaminho, que a gente desenrola e lê seu conteúdo; você poderia colecioná-los na antiguidade e guardá-los em uma biblioteca como a de Alexandria (risos).

3)      Sol Rhui: O que mais o motivou para a composição da sua obra? Fale-nos sobre as possíveis influências da mitologia grega e do caoísmo no livro.

Daniel Oliverpe: Como disse, a ideia de “Pergaminhos” era condensar o máximo de conhecimento que eu tinha segundo minhas principais influências, e, dentre estas influências, estavam certamente a mitologia grega e o caoísmo (linhagem da magia do caos). Tem dois livros que são como bíblias para mim e que os juntei em minha cabeça de uma forma que funcionam em conjunto: O Caibalion e o Principia Discórdia. Vejo o Caibalion como um livro que trata de Ordem e o Principia como um livro que trata de Caos. Daí, como me considero alguém que caminha entre a Ordem e o Caos, a coisa acabou por funcionar em conjunto na minha cabeça de uma forma muito pessoal e que eu acho que só eu entendo esta forma (risos). Recomendo a leitura destes dois livros e que cada um tire suas próprias conclusões, pois o que expus aqui é apenas minha humilde visão. Vale destacar que além destas influências herméticas e caóticas, também estão presentes as mitologias nórdica e egípcia.

4)       Sol Rhui: Quando começou o seu contato com a arte poética e gráfica? Desde o começo os seus trabalhos artísticos sofreram influências da vertente místico-esotérica?

Daniel Oliverpe: Minha carreira na escrita começou quando deixei de ser evangélico, lá pelos meus 24, 25 anos. Eu seguia desde pequeno a igreja e isto, de certa forma, me deu um interesse pelas coisas espirituais. Mas eu me sentia fechado em um mundo muito limitado, precisava de mais, não enxergava mais que aquele caminho fazia algum sentido para mim. Foi quando deixei a igreja e passei a me interessar por ocultismo. Então se pode dizer que esta vertente mística-esotérica sempre esteve presente em tudo o que eu escrevia desde o começo, ao menos desde este recomeço. Não que eu não tivesse me interessado por artes desde muito antes, desde pequeno, pois desde pequeno eu vivia desenhando ou escrevendo alguma coisa, vivia criando gibizinhos. Afinal as histórias em quadrinhos é uma paixão de longa data para mim e eu buscava recriar tudo aquilo que eu lia nas histórias do Homem-Aranha e do Batman, mas criando meus próprios heróis. Claro que era de uma forma mais superficial. A maturidade veio quando comecei a escrever após ter deixado a igreja. Muito da minha maturidade também veio para mim quando descobri o espiritismo, vertente que sou muito simpático até hoje.

5)      Sol Rhui: Poderia nos falar sobre a influência do hermetismo presente em algumas das suas poesias?

Daniel Oliverpe: O hermetismo está sempre lá em minhas obras; é minha forma de lutar contra a Matrix, sabe? (risos) Aprender hermetismo te dá armas eficazes contra a ilusão que nos cerca, a ilusão que nos diz que não merecemos, que não podemos, mas, através de estudos herméticos, aprendemos que podemos sim, que merecemos sim; aprender hermetismo faz com que você seja um zumbi a menos a vagar sem saber o que faz aqui, de onde veio, para onde vai. Podemos dizer que a religiosidade ocidental deve a filosofia hermética pois, em cada vertente, há alguma coisa dela. Mas vejo que não é possível explicar exatamente o que é hermetismo, pois é algo que você precisa vivenciar; é como não fosse possível dizer o que é, mas você pode sentir o que é, o que, de fato, é o mais importante, sentir. Deixo aqui uma poesia que fiz recentemente sobre hermetismo, que a chamei simplesmente de “Hermetismo”: Sete são as Leis. / Há a Lei do Mentalismo, a da Correspondência, / a da Vibração, a da Polaridade, a do Ritmo, / a do Gênero, e a de Causa e Efeito. / Há quem diga que existam mais Leis, / mas é tão hermético que não se divulga. / Estas são Leis que regem o Universo como o conhecemos. / São as grades de nossa prisão. / Aprender sobre estas Leis te permite “hackear” / a Matrix em que vivemos. / É tudo como uma simulação de computador / e o conhecimento das Leis te permite ser o mestre do jogo. / Basta você entrar em sintonia com a egrégora hermética / e aplicar o conhecimento adquirido / que você pode driblar a influência destas Leis em tua vida, / podendo manipulá-las ao teu favor. / Estudar hermetismo é uma chave / que vai te abrir muitas portas. / O hermetismo, o estudo hermético, pode ser algo fechado / mas também significa o conhecimento que vem de Hermes. / Entre em sintonia com Hermes / e ele te revelará muitos segredos. / Lembre-se sempre de que / os lábios da sabedoria estão fechados, / exceto aos ouvidos do entendimento”. / Esta frase que citei está no livro “O Caibalion”, / que é um belo manual de instruções / de como “hackear” o sistema em que vivemos, / esta grande ilusão que nos cerca. / Lá também está escrito que / “os Princípios da Verdade são Sete; / aquele que os conhece perfeitamente / possui a Chave Mágicka / com a qual todas as Portas do Templo / podem ser abertas completamente”, / o que podemos abraçar como um resumo / de tudo o que disse até aqui. / Estudar hermetismo te permitirá despertar / para a vida de verdade; / você passará a ver tudo com outros olhos, / deixará de ser um zumbi, / deixará de ver apenas sombras em uma caverna, / enxergará que a verdade não só “está lá fora” / como também está bem aí, dentro de você. / Toma da pílula vermelha e você verá / até onde vai a toca do coelho. / Agora se optar pela pílula azul, / você vai acordar na tua cama / tendo a impressão de que tudo o que te disse até aqui / foi apenas um sonho.

6)      Sol Rhui: Que outras filosofias espirituais marcaram as suas composições?

Daniel Oliverpe: Temas filosóficos, espíritas, espiritualistas, mitológicos, mágickos, ocultistas, herméticos e assuntos relacionados me interessam e muito, e procuro sempre colocar um pouco disso e um pouco daquilo em cada texto que escrevo. Mas estou sempre buscando aprender algo novo e, conforme aprendo, acabo passando isso de alguma forma para meus textos. Kabbalah é algo que também me interessa mas vejo como algo ainda mais difícil de explicar o que é do que o hermetismo (risos). Tanto a kabbalah quanto o hermetismo é algo que temos mais que nos preocupar em sentir o que é do que explicar o que é. É como se faltasse algo em nós que nos permitisse de expressar com totalidade o que é a kabbalah, o que é o hermetismo. Outros assuntos que também me interessam são a iluminação, o romper com a roda das constantes reencarnações, o contato com o sagrado anjo guardião e o reconhecimento de nós mesmos como divindades e, é claro, minha constante luta contra a Matrix (risos).

7)      Sol Rhui: O que você gosta de fazer nas horas vagas além de escrever poesias e desenhar?

Daniel Oliverpe: Gosto muito de ver filmes, por isso gosto muito de ir ao cinema. Vou citar aqui meus filmes favoritos: a trilogia Matrix é claro (risos), a trilogia do Batman do Christopher Nolan, sendo que, do Nolan, também gosto muito de A Origem, Interstelar e O Grande Truque, também gosto muito de Constantine com Keanu Reeves, dos dois filmes do Sherlock Holmes com Robert Downey Jr., e dos filmes da Marvel que acompanho sempre que lança um novo nos cinemas. Também gosto muito de ouvir música, no geral rock, mas também gosto muito de música instrumental do tipo orquestrada. Vou citar aqui minhas bandas favoritas: AC/DC, BlutEngel, Epica, Evanescence, Foo Fighters, Lacrimosa, Marilyn Manson, Metallica, Mono Inc, Nine Inch Nails, OOMPH!, Ozzy Osbourne, Pearl Jam, Queens of The Stone Age, Rammstein, Rob Zombie, Slipknot, System of a Down, The Smashing Pumpkins e Tristania. Também gosto muito de ler, estou sempre lendo alguma coisa, gosto muito dos livros do Dan Brown e de livros que sejam ocultistas ou de assuntos relacionados. Deixo aqui um link de um texto meu em que cito os livros que mais me influenciaram até aqui: https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/2019/02/eu-loki-von-asgard-09.html . Outra coisa que faço muito em meu tempo livre é ler histórias em quadrinhos, em especial as de super-heróis, é uma paixão que tenho desde pequeno e que, com certeza, vou levar para a vida toda.

8)      Sol Rhui: Como você avalia que a prática de escrever e ler poesias contribui para otimizar a sua vida?

Daniel Oliverpe: Escrever para mim é uma necessidade. Acredito que seja algo que me permite contribuir com o mundo de alguma forma. É o meu legado. É a maneira como deixo minha marca no mundo. É algo que me faz com que eu me sinta realizado. Sinto que, ao escrever, estou cumprindo minha Verdadeira Vontade, que estou cumprindo minha jornada do herói pessoal. A cada novo texto é como se eu evoluísse mais um pouco, ao mesmo tempo em que, a cada novo texto, também percebo que “só sei que nada sei” e que tenho muito a aprender ainda.

9)      Sol Rhui: Fale-nos um pouco sobre a sua espiritualidade. Já seguiu ou segue algum caminho espiritual específico? Qual foi a maior lição que você aprendeu em cada vertente espiritual que já participou?

Daniel Oliverpe: Ao longo desta entrevista já citei bastante sobre minha espiritualidade, dá pra se ter uma ideia por quais caminhos segui. Mas, resumidamente, posso dizer que iniciei a vida como católico, migrei para a evangélica, deixei de acreditar em tudo me tornando alguma espécie de ateu, então me descobri no ocultismo e assuntos relacionados, conheci então o espiritismo e o hermetismo, montei um quebra-cabeças espiritual na minha cabeça e sigo com esta filosofia até hoje. Não tenho propriamente uma religião, mas quando sinto necessidade de ir em algum lugar acabo buscando algum centro espírita ou de umbanda para tomar um passe e me equilibrar. A lição que podemos aprender em cada caminho que passamos é que somos pequenos, muito pequenos, diante da imensidão deste universo em que vivemos, que precisamos respeitar o microcosmo que cada um é pois cada um de nós, unidos, formamos um macrocosmo; somos fragmentos deste Todo que é Deus.

10)   Sol Rhui: deixo este espaço livre para você falar o que queira e divulgar o seu trabalho:

Daniel Oliverpe:  Sou autor de "Pergaminhos", mas também tenho diversos outros livros que postei na íntegra em meu blog “O Universo de Daniel Oliverpe”. Convido a todos a visitarem meu blog e conferirem estas outras obras: "Ternos Brancos", "Literatura Errante", "Caminhos", "Portais", "... Microcosmos...", "Hermético", "Herético" e "Mágicko". Eu escrevo periodicamente em meu blog e compartilho aqui com vocês o link: https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/  . "Eu, Loki Von Asgard..." e "Thagirion, O Cavaleiro do Pesadelo" são os meus mais novos livros, os quais estão em desenvolvimento em meu blog. Também tenho uma página no facebook e convido a todos a curtirem e acompanharem as novidades que posto lá: https://www.facebook.com/ouniversodedanieloliverpe . E, por fim, gostaria de te agradecer Sol Rhui pelo espaço que você me cedeu aqui nesta entrevista para falar sobre mim e o meu trabalho, muito obrigado, de verdade. Desejo a você muito sucesso em tudo o que você fizer.


Daniel Oliverpe e Sol Rhui

sábado, 2 de março de 2019

AS RUNAS - INTRODUÇÃO


Futhark Antigo Completo

Nos tempos antigos as letras do alfabeto tinham uma função que ia além de apenas representar foneticamente os sons de uma determinada língua, assim como é dito que as próprias linguagens antigas possuíam atributos especiais.

Assim tanto os sons emitidos como os símbolos gráficos que os representavam para os povos antigos tinham propriedades capazes de causar mudanças tanto externas como internas (o que conhecemos por magia). Hoje em dia pelo menos é sabido que a linguagem da nossa mente subconsciente é realizada através de símbolos (como nos sonhos).

No entanto isto não era novidade para os povos antigos, que já utilizavam diversos símbolos (incluindo os dos seus próprios alfabetos) para acessar a sua capacidade mental subconsciente. Foi assim que diversos alfabetos durante a antiguidade eram empregados para fins mágicos e divinatórios.

Futhark (nome)

O Futhark (nome do alfabeto composto pelas runas) figurou entre estes alfabetos mágicos dentro da cultura nórdica. O seu nome provém da junção das iniciais das seis primeiras letras (runas) que o compõem: Fehu, Uruz, Thurisaz, Ansuz, Raidho e Kenaz, bem como runa é uma palavra nórdica que significa segredo ou mistério.

Na mitologia nórdica é dito que o mistério das runas foi revelado ao deus Odin, que para isto necessitou fazer um auto-sacrifício, dependurando-se na árvore de Yggdrasil durante nove dias e nove noites.

A árvore carrega um profundo simbolismo dentro de diversas culturas, e está intimamente ligada à iluminação (como a árvore em que Buda meditou). A copa da árvore costuma simbolizar o céu (supraconsciência), o tronco representa a terra (consciência), enquanto que as suas raízes representam o mundo subterrâneo (subconsciência).


Representação da auto-imolação de Odin

Através desta pequena introdução podemos compreender o simbolismo do sacrifício de Odin, como uma descida ao seu subconsciente para acessar o segredo (o que está oculto, enterrado) das runas. Este mito também mostra a importância de dar para receber e nos leva a refletir sobre o simbolismo do número nove, que na numerologia representa o amor universal e da completude, alem de ser o resultado do 3x3( a exaltação do poder da palavra), e também corresponder ao número dos mundos de Yggdrasil.

A descida ao submundo seguida de um renascimento e exaltação é compartilhada pelos mais diversos povos da antiguidade, podendo constituir um arquétipo  que nos fala da importância do conhecimento do nosso lado oculto para ampliarmos a nossa própria consciência.

Se retornarmos ao tópico da origem das runas, além da atribuição mitológicas há estudos que apontam que o Futhark e as runas em parte tenham derivado do alfabeto etrusco (TYSON, 1994), e este último por sua vez encontra a sua origem no alfabeto fenício (junto aos alfabetos grego, latino e hebraico).

Wyrd ou Runa Branca

Portanto existem muitos símbolos rúnicos, tanto ideográficos como fonéticos, além das combinações que surgem entre mais de uma runa, entretanto o o Futhark antigo é composto por um grupo de 24 runas, às quais foi acrescentada posteriormente a runa branca ou runa wyrd, aquela que não traz nenhum símbolo desenhado.

Como faço uso apenas das 24 runas mais conhecidas (e por vezes também a runa wyrd), é nelas em que concentrarei a minha atenção e é sobre elas que começarei a produção de conteúdo. Pelas minhas pesquisas há entretanto diferentes sistemas rúnicos com diferentes quantidades e tipos de runas. Convido você a nos acompanhar nesta nova jornada mágica.

Sol Rhui

Atendimentos com Sol Rhui - previsão, orientação e autoconhecimento:
Contato: 81 99293-3420 (whatsapp)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

ENTREVISTA DE SOL RHUI CONCEDIDA A DANIEL OLIVERPE (DIÁLOGOS 3)




Daniel Oliverpe é poeta, desenhista, escritor e autor do livro Pergaminhos (Editora Multifoco, 2012), para conhecer melhor o trabalho dele acesse o seu blog pessoal:

https://ouniversodedanieloliverpe.blogspot.com/.


ENTREVISTA

Daniel Oliverpe: 1) Como surgiu teu interesse em estudar letras? Você se interessou por esta área desde cedo ou foi algo mais tardio? Se não tivesse se interessado por letras, que outra área teria despertado teu interesse?

Sol Rhui: Eu sempre fui ótimo aluno nas áreas de humanas no ensino primário, e me destacava especialmente no aprendizado de linguagens. Na verdade sempre gostei de estudar idiomas dentro das minhas humildes condições (sem ter grana p’ra viajar nem p’ra bancar cursos “tops”) assim me tornei autodidata e estou aperfeiçoando o meu inglês e espanhol. Atualmente venho tentando concluir o meu curso de letras língua inglesa (que foi interrompido por vários problemas pessoais). Ah se eu não cursasse letras geografia seria uma boa para mim, já que sempre adorei estudar sobre os países (na infância sabia de cor as bandeiras e as capitais da maioria risos).


Daniel Oliverpe: 2) Tua carreira de escritor se iniciou depois que você começou a estudar letras ou você passou a escrever antes disso? Você consegue imaginar tua vida sem a escrita ou ela já faz parte de ti de uma forma que você não consegue viver sem ela? Que conselhos você daria para quem está começando neste caminho? Quais escritores são tuas principais influências?


Sol Rhui: Perdoem-me o senso de humor, mas eu não sei se eu posso chamar o que tenho de “carreira” (risos), pois embora já escreva publicamente na internet desde 2015, ainda não cheguei a publicar nenhum livro tampouco atingir alguma projeção reconhecida. Para mim a escrita é terapia não só para mim, mas para todos que precisam da mensagem que comunico, e isso para mim é o mais valioso que o dinheiro e o reconhecimento que deveriam advir com a arte escrita. Viver é escrever, pois a cada momento estamos escrevendo a nossa história, então acredito não só eu, mas ninguém conseguiria viver sem a escrita. O meu conselho para os novos escritores é que acreditem no que fazem e trabalhem muito para alcançar o que desejam. Eu faço composições literárias desde a minha adolescência.


Considerando as obras que tive mais contato para citar algumas influências temos Allan Kardec, Laércio do Egito, Manly Palmer Hall (foi lendo um de seus livros que tive a inspiração para criar o Lunividencia), Mirella Faur, Nei Naiff, Zacheria Sitchin, Heitor Druville, Lao-tsé, Confúcio e Vyasa (autor do Mahabharata e do Bhagavad Gita), mas gente leio tanta coisa que se eu fosse enumerar daria uns 10 posts (risos)

Claro que aqui cito nomes de autores que já li mas em nenhum momento afirmo que certas coisas que escrevo ou ensino provenham deles.

Daniel Oliverpe: 3) Em nosso “Diálogos” já falamos de poesia, mas acredito que este assunto é bem abrangente e podemos dedicar um espaço aqui para este tema… Você acredita que todo poeta é como que uma pessoa a “psicografar” o que ditam as musas inspiradoras ou os sagrados anjos guardiões? Poesia é algo relevante em nossos dias como instrumento de luta contra a ignorância da humanidade? Você já se deparou com alguma poesia sua em que, depois que você terminou de escrever, pensou “não, não é possível que tenha sido eu que escrevi isto, deve ter sido outra pessoa”? (risos)


Sol Rhui: Bem primeiramente temos que fazer uma distinção entre psicografia e inspiração, a primeira é um tipo de mediunidade na qual a pessoa perde o controle motor das mãos, e a segunda é outro tipo de mediunidade na qual a espiritualidade transmite mensagens ao canalizador de maneira inconsciente (muitas vezes o médium nem percebe a influência que está recebendo) então eu diria que o poeta pode possuir a mediunidade de inspiração.


Quanto ao uso da poesia como ferramenta de luta contra ignorância isso vai depender do uso que é feito da ferramenta, pois o gênero poético é também neutro. Mas sim, ela pode ser uma ferramenta eficaz para causar grandes transformações positivas pela sua propriedade de inspirar as pessoas (como todas as artes).

No caso de ter escrito alguma poesia e me ter perguntado se foi eu mesmo que a fiz, acho que não, porque eu sou um canalizador consciente, e justamente por isso sei que boa parte do que escrevo pode não ter vindo de mim.

Daniel Oliverpe: 4) O que é ser universalista? Esta é tua visão espiritual de mundo ou você considera que pra você seria algo mais abrangente do que apenas se definir assim? Para onde você acredita que vamos quando partimos deste mundo? Ou não vamos para lugar algum e apenas ficamos reencarnando? Espiritualmente, o que significa o nome que você adotou (Sol Rhui)?


Sol Rhui: Ser universalista é ser tudo, porém sem se apegar a nada. Depois de muito tempo tentando encontrar um caminho certo eu descobri que a minha busca já consistia nele, então por enquanto eu estou universalista.


Eu me lembro de certa vez quando estive confuso por não ter achado o meu “caminho” ainda (pois para alguns é extremamente importante você se encaixar num molde que já exista, faz parte de “se encontrar”) e ter comentado com uma amiga: “eu não me identifico com nada”; e ela me respondeu: “eu me identifico com tudo”. Daí tive um insight de que essa busca de querer se encaixar em alguma coisa não é necessária mais para mim.

Existem muitas explicações filosóficas sobre para onde vamos depois da morte, mas uma resposta que eu acredito que sintetiza todas é esta: você vai (e inclusive já está) exatamente a um “lugar” compatível com a sua vibração.

O nome Sol Rhui tem vários significados: Sol é sol mesmo, mas Rhui pode variar entre famoso, glorioso, vermelho, rei, depende da etimologia que é atribuída. Este é o significado etimológico, espiritualmente deve carregar esses significados arquetípicos também. Em resumo o nome traz uma energia (preponderantemente solar) que equilibra a minha própria energia (preponderantemente lunar).

Daniel Oliverpe: 5) Quais filosofias espirituais você já estudou? Quais te despertaram mais interesse? Você tem alguma favorita? O que você falaria para alguém que busca uma filosofia espiritual e não encontrou nenhuma que lhe interessasse ainda?


Sol Rhui: Eu já estudei de tudo um pouco (risos) mas não tenho nenhum título acadêmico a respeito, apenas sou um apreciador do tema e aprendo por conta própria. Admiro muito as filosofias orientais. Para as pessoas que ainda não se encontraram eu diria que há tempo para tudo, e quem procura acaba encontrando o que deseja. O segredo é continuar buscando.


Daniel Oliverpe: 6) O que é o Lunividência? Como se deu a sua criação? Como este sistema pode auxiliar a vida das pessoas? Qualquer um é capaz de aprender Lunividência e aplicar em sua vida? Sinta-se a vontade para falar deste sistema criado por você…


Sol Rhui: O Lunividencia é um sistema oracular e uma das manifestações da lunividência (a vidência ou inspiração vinda do(s) Espírito(s) ou Egrégora(s) da Lua). A sua criação é dada por inspiração junto aos conhecimentos adquiridos pelo canalizador, que no caso sou eu.


Sim qualquer um pode aprender e aplicar o que já tenho ensinado e disponibilizado sobre o Lunividencia, porém a revelação é gradativa e nem tudo pode ser repassado, então este aprendizado está dentro dos limites do que é transmitido. Por enquanto eu estou encarregado desta transmissão, até que os Seres que me inspiram resolvam fazer diferente ou revelar outras ferramentas oraculares ou de magia para mais alguém.

O Lunividencia auxilia as pessoas trazendo autoconhecimento, informações, orientações e ajudando a própria pessoa a curar a si mesma espiritualmente.

Daniel Oliverpe: 7) Esta é a era da informação, quanto a isto não há dúvida, certo? Qual a importância de ferramentas como a internet, o whatsapp e as redes sociais em teu trabalho? Você acredita que está deixando tua marca, teu legado? O que você imagina que as pessoas vão dizer do teu trabalho daqui a uns 200 anos no futuro?


Sol Rhui: As tecnologias e os meios de comunicação atuais sem dúvida facilitam muito o trabalho de muitas pessoas, inclusive o meu. Como é o que eu disponho atualmente, é essencial para mim usar essas ferramentas.


Bem se eu estou deixando alguma marca ou legado não sei, mas estou cumprindo com a minha função de transmissão de conhecimentos que podem ser úteis para alguém (apesar de toda a aura de polêmica que deva existir em torno). Na verdade nunca tinha parado para pensar no que iriam dizer sobre mim daqui a dois séculos (risos), mas se caso venham a me condenar pelas minhas falhas humanas pelo menos que façam bom uso do conhecimento do qual eu fui um canal.

Daniel Oliverpe: 8) Quais teus gostos musicais? Que tipos de filmes você assiste? O que gosta de fazer nas tuas horas vagas?


Sol Rhui: Já gostei muito de pop rock, curto eletrônica também. Atualmente venho ouvindo mais mantras, músicas celtas, e músicas clássicas, eruditas e relaxantes. Ouço muito músicas em inglês como um meio de aprender também. No entanto eu tenho as minhas fases, tem tempos que eu escuto uma coisa, depois outra e vou alternando.


Já filmes eu adoro os de aventura, fantasia e ficção, e alguns de ação (se for mais surreal do que violento risos).

Nas horas vagas o que eu mais gosto é de ler coisas que me interessam, jogar xadrez, bater papo nas redes com amigos virtuais e estou voltando a me acostumar a assistir desenhos e seriados mais pela necessidade de estudar idiomas.

Daniel Oliverpe: 9) O que você imagina para teu futuro, o que deseja pra você? O você de ontem se orgulha do você de hoje? O você do futuro vai olhar para trás e constatar que a missão foi cumprida? Pergunto se você acredita que está no caminho certo…

Sol Rhui: Engraçado que eu consigo ver bem o futuro dos outros nas cartas e nas mandalas, mas o meu próprio futuro fica meio oculto (risos) então não faço ideia mas desejo que eu seja melhor do que eu sou hoje (em todos os sentidos).


Eu diria que já sofri grandes transformações se eu revisitar o meu passado, então creio que já consegui transmutar algumas coisas, mas orgulho é uma coisa que preciso diminuir, especialmente consciente da minha própria sombra. E espero que eu possa dizer isso no futuro: missão cumprida! Mas só o fato de a gente tentar já faz a diferença.

Se estou no caminho certo, eu tento seguir o coelho branco, a Voz Interna que sempre me guia, que é a minha melhor amiga.

Daniel Oliverpe: 10) E para finalizar, vou deixar aqui este espaço livre para você falar o que tiver vontade e também para divulgar o que você quiser divulgar do teu trabalho, sites e contatos pessoais…

Sol Rhui: Gostaria de agradecer a você Daniel por me dar esta oportunidade de falar um pouco sobre mim e o meu trabalho. O meu trabalho nas redes é fácil de achar é só procurar por Lunividencia, escrevo desde 2015 e desde 2017 trabalho com atendimentos oraculares (previsão, autoconhecimento e orientações para diversas áreas da vida). O contato pessoal é o 81 99293-3420 (whatsapp). Gratidão Imensa e sucesso para você também nesta senda de escritor!


Daniel Oliverpe & Sol Rhui

domingo, 17 de fevereiro de 2019

AS 5 LIÇÕES DO XADREZ




Através dos meus estudos e práticas sobre o xadrez escolhi cinco lições básicas que ele propõe para quem é seu praticante:


  1. aprender com os erros
  2. aprender que tudo tem o seu tempo
  3. aprender a pensar e depois agir
  4. aprender a agir com harmonia
  5. aprender a observar

Aprender com os erros: você se torna consciente que há momentos em que pode falhar, executando um lance mau feito, mas que apesar de não poder voltar atrás, você pode compensar a falha fazendo diferente numa próxima jogada, esforçando-se para dar o melhor de si.

Da mesma forma no jogo tanto é possível ganhar ou perder, o que depende também do esforço do jogador, mas caso este venha a perder, adquiriu mais experiências que podem lhe ajudar a vencer no futuro, através do conhecimento dos seus pontos a melhorar.

Da mesma forma na vida somos sujeitos a cometermos falhas e equívocos, mas temos a oportunidade de recomeçar e de se esforçar para compensar os erros do passado, apesar de não podermos voltar no tempo. De igual forma as perdas e os insucessos sempre tem uma lição a nos dar.

Aprender que tudo tem o seu tempo: no jogo do xadrez cada jogador tem a sua vez para executar um único lance. Isto nos ensina a termos  mais paciência e aguardar o melhor momento para agir, além de aproveitar o máximo as oportunidades de ação que possuímos.

Aprender a pensar e depois agir: eu poderia dizer que o xadrez ensina a pensar antes de agir, o que também é verdadeiro, mas ele vai mais além, pois além de precisarmos refletir sobre o que nós vamos fazer no próximo lance precisamos decidir o que é melhor e agir consecutivamente.

Assim o jogo mental mostra que não é suficiente pensarmos bem no que fazer, mas também a tomarmos uma atitude prática diante de cada situação, assim ele ensina a transformar a reflexividade em atividade.

Aprender a agir com harmonia: no jogo do xadrez há diversas regras, assim cada peça possui uma série de movimentos particulares por isso o jogador tem que está ciente de cada regra do jogo além das múltiplas possibilidades de combinações de movimentos e jogadas, nas quais as peças podem dar cobertura uma às outras agindo de maneira coletiva.

Isto pode nos trazer a lição de que devemos conhecer os princípios que ordenam o Universo e as nossas vidas para agirmos de forma mais equilibrada, além de nos conscientizarmos do efeito dominó que uma certa postura pode acarretar, já que da mesma forma que no jogo tudo na vida está interligado.

Aprender a observar: Esta é uma lição chave no jogo de xadrez, pois muitas vezes o que decide quem terá vantagem no jogo não é o conhecimento teórico ou outro tipo de vantagem do jogador, mas o simples fato de este prestar mais atenção e por meio da concentração conseguir observar melhor o tabuleiro, para escolher qual será a melhor jogada e o que o seu adversário está planejando.

Portanto o xadrez ensina a importância indispensável da observação tanto exterior como interior (autoconhecimento) para que se obtenha sucesso nas nossas escolhas, planos e decisões, já que não podemos produzir nada às cegas, mas devemos levar em consideração o entorno e o contexto para nos preparar melhor e basear os nossos pensamentos e planos.

Estas foram cinco lições fundamentais que o jogo do xadrez disponibiliza para quem decide estudá-lo e praticá-lo no seu dia a dia. As lições porém não param por aí, pois a cada dia podemos aprender algo novo com o auxílio deste jogo. Quer descobrir mais? Boas Práticas!

Sol Rhui


  

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DESCOBRINDO OS SEUS TALENTOS COM O LUNIVIDENCIA




Primeiramente para descobrir quais são os seus talentos, você precisa ter em mãos a sua data de nascimento. Vou dar a minha como exemplo: 9/03/1992.

O segundo passo é você reduzir os cada número da sua data de nascimento para um número de 1 a 12 (se já corresponder não precisa).  Se a primeira soma der 10, 11 ou 12, não se reduzem. Para números maiores que 12, cuja redução final seja 10, 11 ou 12 há as seguintes observações:


  • Maiores que 12 pares de redução  10 permanecem como 10: 28=2+8= "10"
  • Maiores que 12 ímpares de redução 10 equivalem a 1: 19=1+9=10=1+0= "1"
  • Maiores que 12 pares de redução 11 equivalerão a 2: 2018= 2+0+1+8=11= 1+1="2"
  • Maiores que 12 ímpares de redução 11 permanecem como 11: 29=2+9= "11"
  • Maiores que 12 pares de redução 12 permanecem como 12: 84 = 8+4= "12"
  • Maiores que 12 ímpares de redução 12 equivalem a 3: 93= 9+3= 12= 1+2= "3"

Esta foi a melhor explicação que já dei para a adaptação numerológica do sistema de 12 lunas. Bem considerando D= dia, M= mês e A= ano, as fórmulas para encontrar os seus talentos são as seguintes:

D+M
M+A
(D+M)+ (M+A)

A última fórmula é nada mais que a soma do resultado das outras somas anteriores. Veja o exemplo do ma minha data:

D+M= 9+3= 12
M+A= 3+3(1+9+9+2=21=2+1=3)=6
(D+M)+(M+A)=12+6=18=1+8=9

Assim eu tenho como números de talento o 12, o 6 e o 9. Agora é só procurar qual é a luna correspondente e os talentos que ela representa:

NUMERAÇÃO
LUNAS
1
PEIXE
2
BORBOLETA
3
GATO
4
CORDEIRO
5
ABELHA
6
LEÃO
7
CÃO
8
SERPENTE
9
TOURO
10
ÁGUIA
11
POMBA
12
MACACO

Os meus números correspondem ao leão (6), ao touro (9) e ao macaco (12).

INTERPRETAÇÃO

Peixe: compreensão, intuição, criatividade, sensibilidade. Talentos para relacionamentos e para finanças.
Borboleta: adaptabilidade, versatilidade, tolerância e transformação. Talento para trabalhos dinâmicos, liberais e versáteis.
Gato: sociabilidade, carisma, intuição, agilidade. talentos para trabalhar em equipe e em parcerias.
Cordeiro: generosidade, integridade, praticidade, estabilidade e perfeccionismo. talentos para trabalhar com a religiosidade.
Abelha: sociabilidade, talentos culinários, talentos artísticos, diligência e disciplina.
Leão: carisma, talentos de liderança e administração, coragem, talento para trabalhar com o público.
Cão: bons cuidadores, talentos para fiscalização, talentos para trabalhar com segurança e talentos espirituais.
Serpente: comunicação, sabedoria, talentos para as áreas de saúde, energia de cura espiritual e sensibilidade.
Touro: Justiça, paciência, persistência, estabilidade, charme, senso estético, talentos para trabalhos que lidam com a natureza, animais e com a terra.
Águia: inteligência, agilidade, autonomia, talentos para trabalhar com viagens, talentos para matemática, previsão e planejamento.
Pomba: diplomacia, talento para harmonizar e pacificar, talento para ensinar e trabalhar com divulgação de informação em geral. Talentos para aconselhamento e orientação. Talentos com idiomas.
Macaco: criatividade, inspiração, talentos artísticos, comunicação, inteligência, persuasão, talentos para motivação. Talentos com a escrita e poesia.


Lembrando que cada luna possui um lado positivo e um lado negativo, bem como  a neutralidade caso a pessoa escolha não explorar as suas capacidades. Como sempre tudo depende do livre-arbítrio para se expressar. E você, quais talentos o Lunvidencia mostra que você possui?


Sol Rhui




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O XADREZ, O PODER PESSOAL E O MAGNETISMO PESSOAL - G




Primeiramente vamos entender as diferenças básicas entre os termos Poder pessoal e Magnetismo Pessoal que por serem tão semelhantes, aparentam significar a mesma coisa, mas que percebi baseado em diversas pesquisas, guardam características diferentes.

O Poder Pessoal ao contrário da primeira impressão possa causar, não tem a ver com o poder que você exerce sobre as outras pessoas, mas é o poder que você tem sobre si mesmo. Este poder surge através da autoanálise e do pensamento crítico (livre da influência da opinião de terceiros), bem como da capacidade tomar decisões e de se sentir responsável pelas suas próprias escolhas. Assim o Poder Pessoal se relaciona diretamente com a Inteligência Intrapessoal.

Já o Magnetismo Pessoal é a capacidade que uma pessoa tem de construir bons relacionamentos interpessoais, tendo facilidade em conquistar novas amizades, despertando o interesse e admiração de outras pessoas. Desta forma o Magnetismo Pessoal está diretamente ligado com a Inteligência Social ou Interpessoal.

Então você me pergunta, o que isto tudo tem a ver com a prática do xadrez? Tudo! Através da prática deste jogo é possível desenvolvermos a nossa inteligência lógico-matemática, que resulta numa maior clareza mental e no desenvolvimento do nosso pensamento crítico, indispensáveis para a aquisição do Poder Pessoal.

Assim é possível planejarmos melhor a nossa vida, baseando-nos em escolhas racionais, já que a prática do xadrez aprimora a nossa capacidade de tomar decisões, além de nos conscientizar da nossa responsabilidade diante delas, pois numa partida de xadrez precisamos constantemente escolher qual é a melhor jogada e não podemos culpar os outros por um mau lance. Por isso tendo nossa própria opinião diminuímos a influência alheia sobre nós, aumentando o nosso Domínio Próprio e Autonomia.

O jogo do xadrez exige muito Autocontrole (por exemplo uma peça tocada deverá ser jogada), habilidade de Resolução de problemas (inclusive problemas nos relacionamentos) e é marcado pela busca por Autodesenvolvimento, que são outras palavras-chave para o Poder Pessoal, além de gerar mais Autoconfiança, que é a base do Poder Interior.

Com a prática do xadrez é natural que desenvolvamos uma série de inteligências, como lógica, a verbal etc. O resultado disso é que amplia a nossa capacidade de despertar o interesse de outras pessoas, tanto pela Inteligência como pela Criatividade que são estimuladas pela prática deste excelente jogo. Inteligência e Criatividade são portanto fundamentais na hora de interagir com pessoas, bem como trabalhar em equipe.

O Jogo da Mente também nos ajuda a desenvolver uma atitude respeitosa e uma postura educada, com as quais podemos igualmente conseguir o respeito dos outros, além de nos tornar mais calmos e equilibrados, o que pode contribuir para que a nossa presença seja mais agradável aos demais. A melhor influência que podemos exercer sobre os demais é a que nasce do nosso comportamento.

Como o xadrez também desenvolve a nossa Inteligência Verbal, isto é, as nossas habilidades comunicativas, isto pode auxiliar grandemente nas nossas relações interpessoais conferindo mais sociabilidade e capacidade de convencimento. 

Além disso, se considerarmos a Autoestima e Autoconfiança (é dando mais confiança a si mesmo que nos tornamos confiáveis aos outros) desenvolvidas pelo enxadrista, além da capacidade de Concentração, Atenção e Observação (que são indispensáveis para a comunicação não verbal e a percepção empática do outro) e também a liberdade de escolha e de pensamento conferidas pelo jogo, não restam dúvidas da relação que existe entre a prática deste Jogo Mental e o Magnetismo Pessoal. Experimente na prática adicionar o xadrez no seu desenvolvimento pessoal!

Sol Rhui


sábado, 9 de fevereiro de 2019

O SIMBOLISMO MÍSTICO DO XADREZ




A primeira coisa que nos salta à vista quando olhamos para um tabuleiro de xadrez é o contraste de cores nos quadrados e nas peças (que podem variar dependendo do tabuleiro entre branco e preto, amarelo e verde etc). Qual seria o significado mais místico deste contraste?

Comecei por esta característica por ser a mais notória e a mais elementar do jogo de xadrez: a polaridade ou dualidade. O contraste de cores dos quadrados e peças no tabuleiro de xadrez nos remete a manifestação dual de todas as coisas no Universo, tal como no taoísmo encontramos o princípio das duas forças distintas e complementares (a Yin e a Yang) bem como o princípio hermético da polaridade.

Isso não vem só representar a existência desta dualidade como a necessidade dela mesma no processo evolutivo do Universo. Dessa forma para que a vitória no jogo seja alcançada é necessário que duas "forças" opostas entrem em atrito, da mesma forma para que a evolução ocorra é necessário o contraste entre a polaridade Yang e a polaridade Yin.

Outra coisa interessante de observamos é que o xadrez é basicamente um jogo de movimento, o que já pode nos dar várias lições como de que tudo no Universo está em constante movimento e transformação (No Budismo isto se chama de Anicca - Impermanência, uma das três qualidades do Universo) e que para que possamos estar em harmonia com o Universo devemos acompanhar esta movimentação nos transformando e evoluindo (que nada mais é do que passar de um estado para outro).

O tabuleiro igualmente é divido em seções de oito casas verticais e horizontais, o que também revela o simbolismo muito profundo, tal como o Caminho Óctuplo Budista, os oito Sabbats pagãos (os ciclos da Natureza),  e interessante que no Lunividencia o oito é o número da Serpente, símbolo da Sabedoria, do Conhecimento e da Regeneração. Na Astrologia o oito é o número da casa de Escorpião, mais uma vez remetendo a ideia de transformação e do renascimento (o ciclo de Samsara).

Na árvore da vida por sua vez o oito é o número da Séfira de Hod (Esplendor), diretamente ligada ao planeta Mercúrio, que representa conhecimento, racionalidade e comunicação, características muito pertinentes ao jogo da mente, já que este estimula o desenvolvimento da inteligência lógico-matemática e verbal.

A base quadrangular do tabuleiro é grandemente enfatizada, evocando também o extenso simbolismo do número quatro: os quatro elementos, as quatro fases da Lua, os quatro pilares da magia, os quatro planos básicos de existência (físico, emocional, mental e espiritual), as quatro estações do ano, as quatro eras do mundo ou Yugas, as quatro Nobres Verdades. Além disso o número quatro evoca as idéias de estabilidade, firmeza e praticidade.

Portanto cada peça do xadrez nos pode ensinar uma lição, já que todas elas se movimentam em conjunto para atingir um mesmo objetivo, que é dar xeque-mate no rei adversário. Só o fato de elas atuarem em conjunto e coordenadamente nos mostra simbolicamente a interconexão que existe entre todas as coisas e a necessidades de transpor a consciência egoísta para a Consciência Universal.

O adversário é o representante do nosso ego que precisa ser transcendido, observe que o rei não é capturado mas é cercado e imobilizado pelas peças adversárias, o que significa que a nossa individualidade não deve ser literalmente destruída, mas se tornar consciente de que ela faz parte de um todo maior. Assim o rei adversário (o nosso ego) é imobilizado e o nosso ego "morre", para renascer como Consciência Universal.

O Rei também nos tem a ensinar que para alcançarmos a vitória é necessário Prudência e Paciência, por isso o rei só se movimenta quando necessário e não tem pressa em se deslocar, já que só anda uma casa de cada vez. O rei não é uma peça atacante por natureza, o que nos mostra a necessidade de quietude interior e de primar pela Paz e pela Harmonia.

A Dama é uma peça bastante expansiva que no jogo pode assumir os mais variados movimentos (só não executa o movimento do cavalo) e nos deixa a lição de que para vencermos é preciso de Adaptação também às situações e aprender com os outros. Deixa a lição também que por mais habilidosos que sejamos, não é possível termos todos os dons (como lhe falta o movimento do cavalo). Como ela se desloca para as oito direções, ela nos inspira a buscarmos o Crescimento  pessoal e a Expansão dos nossos horizontes

A Torre por já ser um símbolo de Observação nos deixa a lição de que devemos prestar Atenção em tudo e em todos à nossa volta para podermos alcançar o Entendimento, pois Conhecimento é apenas informação se não for entendido. A Observação e a Atenção é a base da sabedoria. Ela nos ensina também a protegermos aquilo que é mais importante para nós (por isso no início do jogo elas ficam estrategicamente guardando  o território do rei e mal se deslocam inicialmente).

O Bispo é o símbolo da Fé sem a qual é impossível alcançar qualquer objetivo e como este apesar de percorrer grandes distâncias no tabuleiro só conseguirem agir na metade dos quadrados do jogo (de apenas uma coloração) nos dá uma lição de Persistência e de Autoconfiança de que apesar das suas limitações, pode contribuir para a equipe de peças atingir a vitória.

O Cavalo é  o símbolo da Força e da Liberdade, pois só com Força de Vontade para superar todos os obstáculos (O cavalo é a única peça capaz de pular outras) é que podemos realmente atingir a libertação que almejamos. 

O Peão é o símbolo da Coragem e da Humildade (ele é a mais baixa das peças e a que tem os movimentos mais limitados), apesar do seu pequeno poder de movimento, o Peão é geralmente primeiro a se mover (às vezes o Cavalo se move primeiro) e sempre se move para frente sem nunca retroceder. A recompensa do Peão que cruza todo tabuleiro (o que é bem difícil) é se tornar na peça maior que ele quiser. Assim ele nos ensina a não desistir dos nossos sonhos e a seguir em frente, "dizendo" que é possível se tornar aquilo que desejamos.

É interessante notar que no xadrez nenhuma peça se move para o seu próprio interesse, ou as peças se movem para defender o seu rei ou no caso do rei, para defender os seus "súditos". Todas estão em sincronia com um objetivo comum desprovido de interesses egoístas.

E o xeque-mate ou a vitória no jogo, se considerarmos o rei como o simbolismo do nosso ego, consiste na própria Iluminação, ou na transcendência do próprio ego e da dualidade, entendendo que para que houvesse a Vitória, foi necessário o embate entre as polaridades aparentemente opostas. Faz parte também da anulação da dualidade dizer que não existe perdedores neste jogo, pois até aquele que é supostamente derrotado aprendeu a lição e adquiriu conhecimento. Vale à pena praticar a nobre arte do xadrez e aprender cada vez mais da filosofia profunda que este jogo encerra!

Sol Rhui

TOLKIEN MAPA NATAL

Dados para o cálculo do mapa: Nome: John Ronald Reuel Tolkien Data de Nascimento: 03/01/1892 Hora de Nascimento: 22:00 Cidade...